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Ministro da Fazenda toma posse e fala em aumento de impostos

Joaquim Levy disse que 2015 vai ser um ano difícil, mas que vai marcar início de um novo ciclo de crescimento.
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O novo ministro da Fazenda tomou posse falando em aumento de impostos. Nesta segunda-feira (06), foi um dia de números ruins para economia: a balança comercial registrou o primeiro prejuízo em 14 anos e o dólar voltou a subir. Em meio a todos esses números preocupantes, o ministro assumiu mandando vários recados.

Joaquim Levy não economizou recados. O ministro disse que este vai ser um ano difícil, mas que também vai marcar o início de um novo ciclo de crescimento. Para falar em aumento de impostos, ele se referiu a possíveis ajustes em alguns tributos. Isso no mesmo dia em que o governo divulgou o pior resultado da balança comercial dos últimos anos.

O resultado do comércio do Brasil com o resto do mundo é o primeiro negativo desde o ano 2000. E reflete uma piora nesse indicador que começou há três anos.

Em 2011, tivemos um saldo de quase de US$ 30 bilhões. Mas em 2012, esse número caiu para pouco mais de US$ 19 bilhões. Em 2013, quase tivemos déficit, mas ainda fechamos no azul, com US$ 2,3 bi. Em 2014, não teve jeito: o Brasil comprou mais do que vendeu para o exterior e teve um déficit de quase US$ 4 bilhões.

O governo diz que isso se deve principalmente a três fatores: a queda do preço de produtos básicos que exportamos muito, como alimentos, minérios e petróleo; a desaceleração da economia mundial. No ano passado, as exportações brasileiras caíram em quase todos os principais mercados, como China, União Europeia, América Latina. E os gastos do Brasil com importação de combustíveis, que melhoraram em relação ao ano passado, mas ainda são considerados muito elevados: consumiram US$ 16 bilhões em 2014.

O novo ministro do Desenvolvimento só vai receber o cargo oficialmente na quarta-feira (07), mas já está trabalhando, e prepara novas medidas para reverter o déficit na balança comercial e fechar 2015 no azul.

“Porque o Brasil precisa melhorar as suas condições de financiamento externo e porque há condições do Brasil ampliar a sua inserção no comercio internacional”, afirma o ministro do Desenvolvimento Armando Monteiro.

Especialistas apontam as medidas de estímulo às exportações como uma saída para melhorar a balança comercial. O problema é que eles mesmo advertem que a economia brasileira não deve crescer muito em 2015. Mas isso é assunto para outro ministro, o da Fazenda, Joaquim Levy.

Levy recebeu o cargo em uma cerimônia que o antecessor Guido Mantega não compareceu. Joaquim Levy disse que 2015 será um ano difícil mas importante porque vai marcar o início de um novo ciclo de crescimento da economia. Ele garantiu que a equipe econômica está preparada para tomar as medidas necessárias para estimular o crescimento da economia. E que pode inclusive mudar impostos.

“Possíveis ajustes em alguns tributos serão também considerados especialmente aqueles que tendam a aumentar a poupança doméstica e reduzir desbalanceamentos setoriais da carga tributária. A agenda tributária dos próximos semestres deve ainda considerar medidas de simplificação de tributos e obrigações acessórias, algumas demandadas há bastante tempo”, afirma o ministro da Fazenda Joaquim Levy.

Joaquim Levy reforçou a importância de um ajuste nas contas públicas, inclusive para a manutenção das políticas sociais.

“Foram aparados os subsídios nos empréstimos do BNDES a setores empresariais e alinhada com a melhor prática internacional a legislação que rege as pensões pagas pelo setor público e outros programas sociais. O que significa evitar excessos na concessão de novos benefícios”, diz o ministro da Fazenda

Se alguém tinha alguma dúvida de que haveria aumento de impostos, o ministro tirou todas.

 

 

Fonte: Globo