Início Notícias Batida entre dois trens deixa mais de 140 feridos na Baixada Fluminense

Batida entre dois trens deixa mais de 140 feridos na Baixada Fluminense

Os dois trens estavam na mesma linha e seguiam na mesma direção.
Feridos foram levados para hospitais da região e alguns foram liberados.

Batida entre dois trens deixa mais de 140 feridos na Baixada Fluminense 1

Dois trens bateram na segunda-feira (5) à noite, na Baixada Fluminense, em um dos horários de pico: a volta para casa. Mais de 140 pessoas ficaram feridas, e o socorro às vítimas e a retirada dos trens da estação duraram a madrugada toda.

A concessionária que opera o serviço de trens informou que o ramal de Japeri, que passa por cidades da Baixada e bairros do subúrbio e é o que transporta o maior número de passageiros, já está funcionando normalmente, com intervalos de oito minutos.

A equipe técnica trabalha no trilho onde ocorreu o acidente, porque um deles estava sendo compartilhado pelos trens que seguiam para a Central do Brasil e em direção a Japeri. Os dois trilhos estão funcionando, mas os homens trabalham entre as passagens de trem.

Os feridos foram levados para quatro hospitais da região e parte já foi liberada. Testemunhas contaram que o maquinista da composição que bateu no outro trem, que estava parado na Estação Presidente Juscelino, pulou do trem quando viu que ia haver a colisão.

Os dois trens estavam na mesma linha e seguiam na mesma direção. Eles colidiram por volta de 20h30. Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, um dos trens estava parado, fazendo o desembarque dos passageiros, quando foi atingido.

“A gente estava parado, o outro trem veio e bateu por trás. Um rebuliço danado, muita gente ferida, muita gente caindo por cima do outro”, lembra um passageiro.

“Foi do nada. O outro trem bateu, tudo apagou e começou uma fumaça. A porta fechou. Daqui a pouco começaram a abrir a porta e depois todo mundo saiu correndo, tinha gente no trilho e foi a maior confusão”, conta outra passageira.

Uma passageira que estava em um dos trens disse que percebeu problemas durante a viagem. “Estava vindo de lá já falando que tinha faltado luz na rede”, conta.

O trem que bateu ficou com a frente bastante amassada, mas o estrago podia ser maior: como estava chovendo, os trens circulavam com velocidade reduzida.

Mesmo assim dezenas de pessoas ficaram feridas. Muitas tiveram de ser levadas para hospitais, como o de Saracuruna. Alguns passageiros reclamaram da demora no socorro às vítimas.

“Na ambulância vieram nove pessoas. O pessoal teve que se virar, ficar deitado até no assoalho”, diz um homem.

“Foi muito demorado, as pessoas debaixo de chuva, para eles selecionarem pessoas para trazer primeiro”, afirma outro homem.

A quantidade de feridos era tão grande que não havia ambulâncias em número suficiente. Alguns foram socorridos em vans de transporte alternativo.

Durante toda a madrugada técnicos trabalharam no local do acidente: os da Supervia para retirar os trens, e os técnicos da Agetransp – agência que regula o transporte no Rio – para investigar as causas do acidente.

“Nós vamos fazer um levantamento detalhado de todos os sistemas, equipamentos, pessoal envolvido, comunicação, centro de controle operacional, sinalização, e vamos cruzar todos os fatores e eventos que possam ter contribuído individualmente ou combinados para levar a esse acidente”, afirma o gerente da Agetransp José Luiz Teixeira.

O presidente da concessionária que administra os trens disse que o acidente foi uma anormalidade. “Evidentemente o intervalo não era aquele que devia estar programado. Algum fato excepcional ocorreu, e é isso que a gente precisa avaliar”, afirma Carlos José Cunha.

O secretário de Transportes do Rio disse que a empresa será multada. “Não há dúvida que uma falha grave aconteceu. Enfim, um trem parado foi abalroado por outro, que vinha na sua direção. Isso não pode acontecer em hipótese nenhuma. Houve uma falha, houve um sinistro, feridos. E a partir de agora os investigadores têm que ver o que houve e definir a punição rigorosa na forma da lei”, diz Carlos Roberto Osório.

 

 

Fonte: Globo