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Volkswagen anuncia a suspensão do contrato de 800 funcionários; 7 dias após fim de programa de subsídio a carros

Foto: Divulgação/Volkswagen

A Volkswagen comunicou ao Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindimetau) na sexta-feira, 14, que fará um layoff (suspensão de contratos de trabalho) de 800 dos cerca de 3,1 mil funcionários da sua fábrica de Taubaté (SP), cidade a 130 quilômetros de São Paulo. Com informações do site Exame

A decisão, divulgada pelo sindicato nesta segunda, ocorreu uma semana após o fim do programa federal de subsídios a carros populares, que teve 125 mil carros vendidos.

Suspensão
A suspensão do contrato de trabalho, de acordo com o sindicato, vale apenas para a planta da Volwswagen em Taubaté, e terá início em 1º de agosto. O anúncio ocorre no marco de um acordo coletivo que garante a possibilidade de layoffs, desde que mantida a estabilidade dos funcionários da fábrica até 2025. O documento foi assinado em 2020 e renovado no ano passado.

Procurada, a Volkswagen ainda não se manifestou. Uma suspensão anterior, que havia sido anunciada pela marca em junho, foi revogada em meio ao lançamento do programa de descontos para carros por parte do governo Lula.

O programa foi lançado em junho prevendo descontos de R$ 500 milhões para carros, R$ 700 milhões para caminhões (dos quais R$ 100 milhões foram solicitados) e R$ 300 milhões para vans e ônibus (R$ 140 milhões solicitados). Houve, ainda, mais R$ 300 milhões liberados pelo governo federal para carros leves. Esses montantes foram convertidos em créditos tributários às montadoras, o que significa renúncia fiscal.

Para o secretário-geral do Sindicato, Aldrey Candido, o programa federal retardou a decisão das suspensões, mas foi insuficiente. A categoria critica a alta taxa de juro como fator preponderante a justificar a demanda mais fraca por veículos leves.

A planta da Volkswagen em Taubaté foi fundada em 1976 e produz os modelos de entrada da marca, justamente os mais beneficiados pelos descontos do programa de subsídios a veículos.

“Os juros ainda estão muito altos. Uma taxa de 13,75% não viabiliza os financiamentos de veículos, a parcela não cabe no bolso do consumidor, e isso afeta negativamente a demanda”, diz Candido