Início Polícia SSP investiga ‘lista da morte’ com nomes de advogados marcados para morrer

SSP investiga ‘lista da morte’ com nomes de advogados marcados para morrer

Lista contaria com 26 nomes e o da advogada morta em Feira seria o primeiro

A morte da advogada Silvia da Silva Carvalho, ocorrida na última terça-feira (26), em Feira de Santana, ligou um alerta na polícia da Bahia. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou nesta sexta (29) que investiga e monitora também um texto compartilhado nas redes sociais, com supostas ameaças a outros advogados. A lista contaria com pelo menos 26 nomes. O primeiro seria o de Silvia, de acordo com informações que circulam nas redes sociais – a informação não foi confirmada pela SSP.

Em nota, a pasta informou que equipes da Polícia Civil e da Superintendência de Inteligência (SI) trabalham em conjunto no caso envolvendo a morte da advogada. Por determinação da SSP, equipes exclusivas apuram a motivação do crime e tentam identificar os autores.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) já tomou conhecimento das mensagens e se manifestou através de comunicado, no qual diz ter cobrado um posicionamento do caso ao secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, a fim de que verificar a veracidade das mensagens compartilhadas. (Leia a íntegra da nota abaixo).

Ameaça
Perguntada sobre quantos advogados teriam sofrido ameaças de clientes este ano na Bahia, a ordem informou que não recebe esse tipo de denúncia. “Os clientes são pessoas comuns e a OAB, sendo órgão de classe, não tem poder de polícia. No caso, os advogados ameaçados por clientes devem prestar queixa como qualquer outra pessoa”.

A princípio, a polícia trabalha com a hipótese de a morte da advogada criminalista ter relação com desavenças com clientes. A informação inicial é de que ela prestava serviços advocatícios para traficantes de drogas de Feira e os criminosos teriam decidido matá-la, após desentendimentos.

Advogada criminalista, Silvia da Silva Carvalho foi morta com três tiros na nuca (Foto: Reprodução)

Uma secretária de Silvia, que também foi sequestrada, mas liberada após a execução da advogada pelos criminosos, contou ao delegado Gustavo Coutinho, responsável pelo levantamento cadavérico, que no trajeto os bandidos xingavam a advogada.

“Eles chamaram ela de [xingamentos], disseram que ela recebeu um dinheiro e não deu entrada no processo”, relatou o delegado.

Silvia foi sequestrada e assassinada com três tiros na nuca na noite de terça na localidade de Maria Quitéria, zona rural de Feira.

Informações que ajudem nas investigações podem ser repassadas através dos telefones 190 ou 181 (Disque Denúncia do Interior). O sigilo é garantido.

Confira a nota da OAB-BA:
No início da manhã desta sexta-feira (29/06), tão logo tomou conhecimento de um texto compartilhado em aplicativos de mensagens instantâneas com supostas ameaças a advogados da capital e do interior, o presidente da OAB da Bahia, Luiz Viana Queiroz, entrou em contato com o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, solicitando investigação sobre a veracidade do texto e das ameaças. Em seguida, Viana encaminhou ofício a Barbosa com o mesmo teor. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública confirmou que equipes da Polícia Civil e da Superintendência de Inteligência (SI) estão monitorando o caso. Por Correio da Bahia