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Skate: aos 13 anos, Rayssa Leal faz história e ganha a medalha de prata

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Rayssa Leal colocou seu nome na história do esporte brasileiro. Aos 13 anos e 198 dias, sorriso metálico e jeito de criança, a atleta maranhense, conhecida como “Fadinha” tornou-se a medalhista mais jovem da história do país ao conquistar a prata na categoria street do skate, modalidade estreante nos Olimpíada de Tóquio, no Ariake Sports Urban Park, na madrugada desta segunda-feira, 26. A medalha de ouro ficou com a japonesa Momij Nishiya, também de 13 anos.

A façanha de Rayssa eclipsou a decepção pela eliminação precoce das compatriotas Pâmela Rosa e Letícia Bufoni e garantiu a segunda medalha do Brasil na estreia do skate no programa olímpico, um dia depois da prata de Kelvin Hoefler. A medalha de bronze foi para outra japonesa, Funa Nakayama, de 16 anos.

A skatista brasileira Rayssa Leal – (Juan Ignacio Roncoroni/EFE)
Rayssa Leal com sua medalha de prata conquistada em Tóquio – (Juan Ignacio Roncoroni/EFE)

Rayssa é agora a terceira medalhista mais jovem da Era Moderna dos Jogos Olímpicos em um esporte individual, ficando atrás apenas da americana Dorothy Hill, prata nos saltos ornamentais em Amsterdã-1928 e (13 anos e 23 dias) e da dinamarquesa Inge Sorensen (12 anos e 24 dias), prata nos 200 metros nado de peito em Berlim-1936. Supera, portanto, uma marca de 85 anos.

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“Não caiu a ficha ainda sobre poder representar o Brasil e ser uma das mais novas a ganhar uma medalha. Estou muito feliz, esse dia vai ficar marcado na história”, afirmou Rayssa, ao COB.

“Muitas meninas já me mandaram mensagem no Instagram falando que começaram a andar de skate por causa de um vídeo meu, isso me deixa muito feliz porque foi a mesma coisa comigo. Minha história é a história de muitas outras skatistas que quebraram esse preconceito de que o skate era só para menino, para homem, e saber que estou aqui e posso segurar uma medalha olímpica é muito importante para mim”

Por pouco, Rayssa não obteve um feito ainda maior. Caso tivesse conquistado a medalha de ouro, ela teria superado a alemã Marjorie Gestring, campeã mais jovem da história, nos saltos ornamentais nos Jogos de Berlim-1936, aos 13 anos e 268 dias de idade. Ela, no entanto, tornou-se a mais jovem medalhista dos Jogos em 85 anos.

Acompanhada da mãe Lilian, Rayssa se divertiu durante toda a competição, como se estivesse brincando em sua cidade, Imperatriz, no interior do Maranhão. A cada boa participação, sorria para a câmera, dançava e mostrava a bandeira brasileira. Também recorreu a coletes de gelo a cada parada, para amenizar o forte calor na capital japonesa. Ela terminou a fase classificatória na terceira colocação geral, com nota 14,91. Na hora da decisão, manteve a calma, mesmo após pequenos erros, e foi crescendo nas últimas das cinco tentativas de melhor manobra.

Sua façanha não foi uma surpresa, pois Rayssa já era vista como uma sensação mundial dos corrimões e escadarias. Dias antes da estreia olímpica, ela recebeu conselhos nos treinamentos de Tony Hawk, a lenda americana da modalidade, que a definiu como “fora da curva”. Ela ganhou o apelido de “fadinha” com apenas sete anos, quando um vídeo seu, fazendo manobras fantasiada de fada viralizou.

O próprio Tony Hawk ajudou a popularizar o vídeo, com a mensagem: “não sei nada sobre isso, mas é incrível. Um heelflip de conto de fadas no Brasil”, em suas redes sociais. Na época, a criança natural de Imperatriz, no interior do Maranhão, tinha como grande referência Letícia Bufoni, que seis anos depois seria sua companheira de quarto e grande parceira em Tóquio.

Com informações da VEJA