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Saiba como países da Europa tentam conter a nova onda de Covid-19

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Alemanha é um dos países que apresenta um aumento de casos de Covid-19 significativo nas últimas semanas
Reprodução/Reuters

Uma nova onda de Covid-19 obrigou a Europa a repensar sua estratégia de combate ao coronavírus. O continente é apontado como o atual epicentro da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialistas indicam que a chegada do inverno e a recusa à vacinação por parte da população são os principais motivos para o crescimento de casos. Enquanto diversos países europeus já retomaram a adoção de restrições, outros apostam no impulso da campanha de vacinação para conter a disseminação do vírus.

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Veja abaixo como alguns governos europeus se movimentam para impedir esse novo avanço da pandemia. Novas medidas foram anunciadas nesta quarta-feira (17).

Alemanha
A Alemanha registrou um recorde de casos diários nesta quarta-feira (17): 52.826 novas infecções pela Covid-19. Autoridades federais e regionais se reúnem, nesta quinta-feira (18), para decidir quais restrições serão adotadas para conter a Covid-19 no país.

A agência Reuters obteve um rascunho do acordo a ser discutido pelos alemães. O documento indica que as autoridades devem obrigar a população a apresentar um comprovante de vacinação ou recuperação recente da doença ou um teste negativo para Covid-19 para entrada no transporte público e no trabalho.

Também devem ser impostas restrições mais rígidas para as atividades de lazer. Além disso, o auxílio financeiro a empresas e pessoas físicas afetadas pela crise poderá ser prorrogado por três meses, até o final de março de 2022.

A chanceler interina Angela Merkel disse, nesta quarta, que a situação da Covid-19 na Alemanha é dramática, e cobrou um esforço nacional pelo avanço da vacinação e distribuição de doses de reforço.

Bélgica
A Bélgica anunciou, nesta quarta-feira (17), o retorno de restrições de Covid-19, ampliando a obrigatoriedade do uso de máscaras e o regime de trabalho em casa.

A partir de sábado (20), o item de proteção facial será obrigatório para todas as pessoas em locais fechados, como cafés e restaurantes, a menos que estejam sentadas. A regra se aplica para maiores de dez anos. Até então, isso valia apenas para maiores de 12 anos.

Quem quiser comer em um restaurante ou ir a um teatro belga deverá apresentar um passaporte da Covid-19 – documento que comprova a vacinação, teste negativo ou recuperação recente da doença.

Além disso, até meados de dezembro, a maioria dos belgas deverá trabalhar em casa quatro dias por semana. No final do ano, a obrigatoriedade será reduzida para três dias por semana.

A Bélgica tem uma das taxas de casos per capita mais altas da União Europeia, com cerca de uma infecção para cada 100 pessoas nos últimos 14 dias.

Espanha
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez anunciou, nesta quarta-feira (17), que o país passará a oferecer uma terceira dose de vacina contra a Covid-19 a maiores de 60 anos e funcionários da saúde.

A Espanha tenta avançar a taxa de vacinação, que já inclui 79% da população, para conter uma nova alta nos casos de coronavírus que cresce desde outubro.

Nas últimas 24 horas, o país registrou 6.667 novos casos de Covid-19 e 30 mortes.

França
Nesta quarta-feira (17), a França registrou 20.294 casos de Covid-19. O país não ultrapassava a marca de mais de 20 mil infecções diárias desde agosto. Porém, o país descarta adotar novas medidas restritivas por enquanto.

O número de pacientes com coronavírus em hospitais franceses aumentou em mais de 10% em relação à semana passada. São 7.663 internados em leitos de enfermaria e o número de pacientes na UTI aumentou para 1.300.

O porta-voz do governo francês Gabriel Attal disse, nesta quarta (17), que o governo espera que um avanço na taxa de população vacinada irá conter o número de pessoas que acabam hospitalizadas por causa da doença.

O principal assessor científico do governo de Emmanuel Macron, Jean-François Delfraissy, disse que as autoridades podem voltar a pedir às empresas para que adotem o regime de trabalho remoto.

Holanda
As autoridades holandesas relataram, nesta quarta-feira (17), que estão sofrendo com escassez de testes de Covid-19. O país registrou pelo segundo dia seguido mais de 20 mil infecções diárias pelo coronavírus, o maior patamar desde o início da pandemia.

Na última sexta-feira (12), a Holanda tornou-se o primeiro país da Europa Ocidental a impor lockdown parcial desde o verão no continente.

Bares, restaurantes e o comércio não essencial deverão fechar às 19h por pelo menos três semanas.

Há ainda o incentivo ao trabalho remoto e a proibição da presença de público em eventos esportivos. Escolas, teatros e cinemas permanecem abertos.

Irlanda
A partir desta quinta-feira (18), os pubs, restaurantes e boates da Irlanda deverão respeitar um novo toque de recolher e fechar à meia-noite. Além disso, o governo irlandês voltou a orientar as pessoas a trabalharem em casa. O comprovante de vacinação passará a ser exigido também em teatros e cinemas.

O primeiro-ministro Micheál Martin disse que as medidas são necessárias por conta de uma nova onda de casos de Covid-19. Martin declarou que é preciso “reduzir a socialização em todos os níveis”.

A Irlanda tem uma das taxas de vacinação mais altas da Europa, com 89% dos maiores de 12 anos completamente imunizados. Porém, as doses de reforço atualmente são oferecidas somente para maiores de 60 anos e outros grupos isolados.

República Tcheca
O primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babis, anunciou nesta quarta-feira (17) que pessoas não vacinadas para Covid-19 serão proibidas de acessar eventos e serviços públicos.

A restrição entrará em vigor na próxima segunda-feira (22). Além disso, o país deixará de aceitar teste negativo para o coronavírus como forma de comprovante.

O país atingiu recentemente um recorde de casos registrados em um único dia. Nesta terça (16), foram 22.479 infecções em apenas 24 horas.

Suécia
O governo da Suécia se prepara para exigir comprovante de vacinação em eventos fechados com mais de cem pessoas presentes.

A medida acompanha as recomendações das autoridades de saúde suecas, que demonstraram preocupação com um esperado aumento de casos de Covid-19 no país nas próximas semanas.

O governo sueco deve apresentar um projeto de lei ao parlamento para que a exigência de vacinação entre em vigor a partir de 1º de dezembro.

Embora a Suécia ainda não tenha apresentado um aumento de casos vertiginoso como seus vizinhos europeus, especialistas sugerem que o país enfrentará um pico de infecções em meados de dezembro.

*Com informações da Reuters