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Rodoviários entram em acordo e suspendem greve de ônibus

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A greve dos rodoviários está suspensa. Após reunião nesta terça-feira (14), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no bairro de Nazaré, o Sindicato dos Rodoviários de Salvador entrou em acordo com os empresários e a paralisação prevista para quinta-feira (16) foi cancelada.

De acordo com o secretário municipal de Mobilidade (Semob) Fábio Mota, hoje, as partes firmaram acordo e os rodoviários decidiram aceitar a proposta de 5,1% de aumento para a categoria. Além disso, os empresários ofereceram um aumento de aproximadamente 9,5% no tíquete refeição, que passa de R$ 18,26 para R$ 20.

Já o assessor de relações de trabalho do Consórcio Integra, Jorge Castro, disse que a reunião, que durou aproximadamente duas horas, foi pacífica. “Foi tudo muito tranquilo e chegamos a um acordo que agradasse às partes. Fizemos alguns ajustes solicitados, mas nenhuma concessão específica, nenhuma mudança drástica. Deu tudo certo”, resumiu.

O anúncio de que haveria greve foi formalizado pelos rodoviários em uma publicação oficial nas edições de sábado (11) e domingo (12) de um jornal da cidade. A categoria reivindicava 8% de aumento no salário e 15% no tíquete refeição, e não tinha ficado satisfeita com a proposta dos representantes da classe patronal, de 3,3% de reajuste.

Segundo informações da Integra, consórcio de empresas que administra o serviço, a frota de Salvador atualmente conta com 2,4 mil ônibus e 1,3 milhão de usuários por dia.

Relembre
Os 13 mil rodoviários da capital baiana haviam anunciado uma greve geral para o dia 16 de maio. Na última sexta-feira (10), a categoria chegou a se reunir com os empresários na Superintendência Regional do Trabalho, na Avenida Tancredo Neves, mas a proposta de 3,3% de reajuste não agradou.

Na última reunião entre as partes, os rodoviários também exigiram medidas consideradas por eles como “sociais”, como um ônibus para atender aos trabalhadores nos terminais de linha, diminuir o “turnão” realizado durante o plantão do final de semana, além da prioridade para contratação de profissionais advindos da escolinha do sindicato.

À época, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, criticou a oferta de reajuste de 3,3% dos empresários. “Os empresários querem dar 3,33%, é desrespeitoso. Isso não é um comportamento de quem tem responsabilidade social com os baianos”, declarou.

Em defesa, após a reunião, Jorge Castro disse que, desde 2013, os reajustes dos salários dos rodoviários foram superiores à inflação e à tarifa do transporte público – a situação foi agravada com a redução de passageiros.

“De lá para cá, a inflação chegou a 49%, a tarifa aumentou em 42% e os trabalhadores tiveram um ganho salarial de 60%. Sem falar na queda do número de passageiros em 19%. Diante disso, só podemos oferecer 3,33%. O sindicato é quem não quer conversar”, justificou.

Os rodoviários e o sindicato já tinham se reunido no dia anterior, quinta (9) para anunciar a greve. O encontro aconteceu na quadra de esportes do Ginásio dos Bancários, na região dos Aflitos, em Salvador.

O estado de greve foi comunicado desde o dia 2 de maio, após mais uma reunião sem acordo entre as partes. O anúncio foi feito após uma reunião na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Por conta da campanha salarial, os rodoviários chegaram a atrasar a saída de 600 ônibus das garagens no dia 25 de abril, em três garagens diferentes do consórcio Integra, sendo uma da bacia amarela (Plataforma), uma da verde (OT Trans) e outra da linha azul (Salvador Norte). As empresas foram multadas – o valor não foi informado pela Semob. (Por Correio da Bahia)