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Proposta do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari será apresentada ao presidente da Ford na América do Sul

Proposta do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari será apresentada ao presidente da Ford na América do Sul 1
Foto: Reprodução Facebook

Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari (STIM) e Ford seguem em negociação para evitar demissões e garantir maior produtividade da fábrica no município.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Júlio Bonfim, presidente do sindicato, afirma que colocar a proposta da categoria em prática depende da aprovação do presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters. Uma reunião está agendada para o dia 16 de março com a diretoria da montadora.

Na tarde desta terça-feira (3) houve uma reunião com a direção da companhia para discutir novamente as prioridades dos profissionais da fábrica e encaminhá-las a Watters.

Caso as reivindicações dos trabalhadores não sejam aceitas, o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari já prepara mobilizações. “Pelo tempo que levamos de negociação, que não foram nem uma, nem duas, nem dez, nem vinte, foram várias e várias negociações… não ter uma posição [positiva] por parte da Ford, nós estamos aqui já sinalizando a possibilidade de mobilização de todo Complexo Ford”, garante Bonfim no vídeo.

O sindicato defende a estabilidade coletiva dos empregos por quatro anos, crescimento salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), abono de todos os dias devedores de todos os turnos até o dia 2 de janeiro de 2020 e, se necessária, a implantação do lay off.

Além disso, dentro da proposta aprovada por unanimidade em assembleia no dia 13 de dezembro do ano passado, está o aumento progressivo da PLR, começando em R$ 15,5 mil a partir de 2020 com projeção de chegar a R$ 18 mil em 2023. Segundo o sindicato, atualmente a PLR dos trabalhadores da Ford é de R$ 19.640,00. Bem como, a manutenção do cartão alimentação com o aumento do valor com base no INPC e descontos, se for o caso, de acordo com o número de faltas; manutenção do plano médico do Mediservice e a inclusão de novos produtos na planta.

Proposta da Ford
Já a Ford havia proposto, inicialmente, a demissão de 1.400 funcionários, entre trabalhadores da montadora e sistemistas – sendo 140 demissões na Bentler, 200 na Flex N Gate, 124 na Cooper e 126 na Sodecia.

Além disso, a separação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores da Ford e autopeças, sendo R$ 14 mil e R$ 4 mil, respectivamente, com congelamento de quatro anos; fim do cartão alimentação até 2023; mudança do plano de saúde de Mediservice para Hapvida e congelamento de salários por quatro anos.

Essas propostas foram rejeitas pelos trabalhadores em assembleia.