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Professora se nega a retirar câmeras de casa e é morta junto com o cachorro

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A escalada da violência no Cabo de Santo Agostinho (PE) fez mais uma vítima neste domingo (5). A professora aposentada Edna de Souza Fonseca, 63 anos, foi assassinada perto de casa quando saiu para passear com seu cachorro, um poodle. Nem o animal escapou da ação violenta e foi baleado junto com a dona.

O homicídio aconteceu por volta das 7h. A professora saiu da Rua Aurora onde morava e foi seguida por dois homens a pé. Os disparos aconteceram na rua ao lado da dela, Coronel José Cisneiros, a 200 metros de distância do Batalhão da Polícia Militar no local. A professora foi baleada no rosto e o cachorro no tórax.

Segundo testemunhas, há um mês os traficantes tinham exigido que ela tirasse as câmeras de segurança da sua casa, que estaria atrapalhando a movimentação do grupo no local. Outros vizinhos teriam obedecido a ordem, mas ela manteve os quatro equipamentos de segurança funcionando.

O assassinato promoveu comoção, porque Edna era muito querida na comunidade. Ela foi professora da rede municipal e diretora de escola, contribuindo para formar várias gerações de alunos. O caso volta a chamar atenção para o avanço do crime no Cabo de Santo Agostinho, que vem sendo acompanhado pela polícia, Prefeitura e Ministério Público, mas continua fazendo vítimas.

Território de medo
O avanço da criminalidade no Cabo de Santo Agostinho não é um movimento recente. Ganhou fôlego com a implantação da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, e dos estaleiros, quando mais de 42 mil homens trabalharam no pico das obras. Dinheiro circulando e gente de todo o Brasil vivendo na cidade favoreceu a explosão do tráfico de drogas. Mesmo com o fim das obras ö negócio” se consolidou e se expandiu. Hoje facções criminosas disputam o domínio dos territórios protagonizam a violência.

Com informações do JC online