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Preso em Camaçari levando vida de luxo homem que se passava por empresário em Goiás para dar golpes milionários

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Após uma investigação sobre roubo de carga em Goiás, chegou-se ao Pablo Estrela, que foi preso na última sexta-feira (21), em Camaçari (BA). De acordo com a Polícia Civil, ele estava na cidade desfrutando de uma vida de luxo com o dinheiro de suas vítimas. Após ser detido, a polícia o trouxe de avião para Goiás. Leia abaixo a reportagem do G1 e veja que Pablo participava de um grupo de vigaristas que dava golpes em cantores sertanejos.

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Polícia divulga organograma de como cada um os suspeitos atuavam na prática dos crimes, em Goiás — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Delegado informou que eles são suspeitos de enganar vítimas com falsos financiamentos e empréstimos para compras de imóveis e carros de luxo. Eles também são investigados por receptação de cargas de aço e ferro.

Dois homens são suspeitos de se passarem por empresários sertanejos para aplicar golpes de até R$ 80 milhões, informou a Polícia Civil, nesta segunda-feira (24). O delegado Alexandre Bruno disse que eles enganavam as vítimas com falsos empréstimos e financiamentos para compra de imóveis e carros de luxo. A dupla também é investigada por receptação de cargas de aço e ferro.

O g1 não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos para que se posicionasse até a última atualização desta reportagem. O delegado informou que Renato confessou o crime e colabora com as investigações. Pablo ainda não havia sido ouvido até o início desta tarde.

A polícia já identificou 85 vítimas dos suspeitos, entre elas, um cantor sertanejo de uma dupla goiana, que não teve o nome divulgado pela corporação. A polícia prendeu Renato Renner Marques Ferreira, de 42 anos, e Pablo Lima Estrela, de 40. Há ainda um terceiro suspeito que é considerado foragido da Justiça: Manoel Antônio Vieira de Lima.

De acordo com o delegado, os dois detidos se apresentavam às vítimas como pessoas que poderiam conseguir financiamentos e empréstimos do sistema habitacional ou junto a bancos para compra de carros de luxos.

“Eles também se passavam por empresários sertanejos, no sentido de oferecer empréstimos para alavancar a carreira de pessoas do ramo”, disse o delegado.

Conforme as investigações, as pessoas adiantavam aos suspeitos dinheiro para conseguir os empréstimos. Eles então pegavam o valor, enganavam as vítimas, muitas vezes dizendo que havia algum problema no sistema dos bancos, e desapareciam com o dinheiro.

“Eles se faziam presentes nas redes sociais, onde angariavam ‘clientes’ para poder apresentar esses financiamentos e, posteriormente, aplicar os golpes”, explicou o delegado.

Receptação de cargas
As investigações tiveram início há um ano, após a polícia perceber um aumento significativo em ocorrências de roubo de cargas de ferro e aço em Goiás. Durante as apurações, a corporação descobriu uma empresa em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, que estaria vendendo os produtos provenientes dos furtos.

“Nós conseguimos efetuar a prisão em flagrante do gerente [Renato] desse estabelecimento comercial e, a partir das informações prestadas por ele, nós conseguimos identificar que, não só de vendas de carga de aço roubada esse pessoal vivia”, explicou o delegado.

O investigador informou que a empresa gerava um lucro aos investigados de até R$ 5 milhões por mês, com a venda dos produtos roubados. No entanto, ao prender Renato, os policiais descobriram também o esquema de golpes do falso empréstimo.

Após isso, a corporação começou a investigar os estelionatos e chegou ao Pablo Estrela, que foi preso na última sexta-feira (21), em Camaçari (BA). De acordo com a Polícia Civil, ele estava na cidade desfrutando de uma vida de luxo com o dinheiro de suas vítimas. Após ser detido, a polícia o trouxe de avião para Goiás.

“No início, nós achávamos que o dinheiro que existia para a aquisição desse aço vendido na empresa, seria o dinheiro vindo dessa questão dos estelionatos. No entanto, era ao contrário, eram os estelionatos que financiavam essa venda dessas cargas. A empresa servia de fachada para lavada de dinheiro”, disse o delegado.

A polícia continua com as investigações com o intuito de conseguir prender Manoel Antônio Vieira, que é considerado foragido da Justiça. De acordo com a corporação, ele usava o nome falso de Marcos de Suassuna e é apontado como o investidor do esquema criminoso, responsável por gerenciar as compras e vendas dos produtos roubados, além de ser o dono da empresa.

“Uma pessoa de um bom relacionamento empresarial e acima de qualquer suspeita. Ele está ligado aos outros dois presos e se encontra foragido”.

Os suspeitos devem responder pelos crimes de receptação de cargas, estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.