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PM interrompe live de banda em Salvador e cantor desabafa; “a de Bell tinha 100 lanchas na Marina”

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A Polícia Militar interrompeu uma live da banda Samba Comunidade em uma casa localizada na Rua José Ramos, no final de linha do bairro Engenho Velho de Brotas, em Salvador. A ação ocorreu no domingo (21/2) durante a operação batizada de “Sílere”, da PM em conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur).

“Gente, chegou nosso horário. A fiscalização chegou aqui enquanto estávamos fazendo essa live maravilhosa. Eu vou encerrar aqui com vocês até para dar uma satisfação para as pessoas que vem trabalhar. Continuem em casa. A partir das 22h não vão mais para a rua. Vamos cumprir a regra e ficar em casa”, disse o vocalista Dinho Wellington ao espectadores com chegada dos policiais.

Em entrevista à TV Aratu, o artista relatou que as equipes agiram com “truculência e ignorância”. Segundo ele, o evento, que ocorria na Laje de Bronze, em frente à Igreja Santa Luzia, não descumpria nenhum decreto imposto pelo Governo do Estado.

“Eu ainda tô tentando entender e não estou conseguindo. A invasão da Sedur com a Polícia Militar com arma em punho. Nem som alto eu estava usando, todos estavam com fones. Não tinha público, não tinha porque ter caixa de som. Eu não estava fazendo aglomeração. Estavam apenas os músicos e as pessoas da filmagem. Minha live tinha que acabar 19h30 e antes das 19h eles chegaram aqui”, argumentou o cantor Wellington Dinho.

Segundo o artista, uma caixa bluetooth, que não tinha relação com o acontecimento, e a mesa de som foi apreendida pelos agentes. “Se tinha algum som era da batuca. Eu, por ser menor do que os grandes artistas da nossa cidade, não podia bater de frente com as lives que aconteceram na semana passada. A de Bell na Bahia Marina, com 100 lanchas, não foi parada. Aqui só tinha 10 pessoas, trabalhando”, desabafou Dinho

O músico declarou ainda que se sentiu injustiçado. “Estou me sentindo muito, muito injustiçado. Se um pode, todos também podem. Eu tenho filhos, como os outros artistas tem. Eu tenho mãe, assim como eles. Eu estou passando fome! Estou vivendo de uma forma que com certeza muitos artistas da cidade também está. E outros que não estão é porque tiveram a oportunidade de chegar onde eu quero chegar”, declarou.

“A única coisa que eu fiz aqui ontem foi mostrar meu trabalho para vocês de casa. Da mesma forma que Ivete fez na sacada de um prédio, no Horto Florestal, como Bell fez da casa dele”, concluiu.

Em nota, a Sedur informou que o espaço onde a live ocorria se tratava de uma residência, sem nenhuma estrutura para promover o evento e “muito menos alvarás de funcionamento e sonoro”. Por conta disso, a gravação foi considerada irregular e acabou interditada.

Com informações do Aratu ON