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Papa Francisco critica ‘rigidez’ e pede mudança à Igreja em um Ocidente menos cristão

‘A rigidez que vem do medo da mudança termina disseminando limitações e obstáculos no terreno do bem comum, transformando-se em um campo minado de ódio e incompreensão’, disse o pontífice em discurso de Natal.

O Papa Francisco alertou neste sábado (21) que a “rigidez” nas maneiras de se viver a fé cristã criou um “campo minado” de ódio e incompreensão em um Ocidente cada vez menos católico, durante mensagem de Natal a integrantes da Cúria Romana no Vaticano.

“A rigidez que vem do medo da mudança termina disseminando limitações e obstáculos no terreno do bem comum, transformando-se em um campo minado de ódio e incompreensão”, afirmou.

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Papa Francisco cumprimenta crianças antes de discurso no Vaticano neste sábado (21) — Foto: Vatican Media/Handout via REUTERS

Segundo o pontífice, “as pessoas que não ouviram o Evangelho ainda não vivem mais somente em países não ocidentais”. “Elas vivem em todos os lugares, especialmente nas enormes concentrações urbanas em que precisam de um cuidado pastoral específico”, disse o papa.

“Na grandes cidades, precisamos de outros mapas, outros paradigmas, para nos ajudar a reposicionar nossas maneiras de pensar e nossas atitudes: não estamos mais em tempos cristãos, não mais!”

Mudanças na Cúria

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Cardeais assistem a discurso do Papa Francisco neste sábado (21) — Foto: Andrew Medichini/Pool via REUTERS

Um grupo de seis cardeais próximos ao papa Francisco está a ponto de terminar a elaboração de uma nova Constituição que administrará o futuro da Cúria Romana e que substituirá um texto precedente promulgado por João Paulo II em 1988.

O papa também anunciou neste sábado a limitação a cinco anos, eventualmente renovável, do posto de decano do Colégio de Cardeais, que preside esta instância.

Com esta decisão, ele parece querer diminuir o poder do decano. Neste sábado aconselhou aos cardeais que escolham uma pessoa que não acumule outros postos simultaneamente dentro da Cúria.

A mudança foi anunciada ao mesmo tempo que a saída do decano atual (no posto desde 2005), o cardeal italiano Angelo Sodano, de 92 anos, que não é considerado próximo a Francisco.

Por G1