Início Destaque Madre de Deus: píer flutuante que caiu custou R$ 185 mil

Madre de Deus: píer flutuante que caiu custou R$ 185 mil

Moradores e turistas tomaram um susto na manhã deste sábado (17) quando tentavam utilizar um píer flutuante na Ilha de Maria Guarda, no município de Madre de Deus. A estrutura do atracadouro desabou e deixou uma pessoa levemente ferida.

De acordo com a prefeitura, a empresa que fez as obras de requalificação do equipamento deverá reparar os danos após o acidente.

O BNews apurou que a empresa que construiu o equipamento foi a Submariner Comércio e Serviços de Equipamentos Ltda, sediada no bairro da Barra, em Salvador, com um contrato que teve valor global de R$ 185,7 mil. A licitação foi concluída em maio de 2015.

O processo seletivo para construição e requalificação dos cais flutuantes do Apicun na Ilha de Maria Guarda iniciou em fevereiro de 2015. Em 3 de março, a Comissão Setorial Permanente de Licitação de Infraestrutura da prefeitura inabilitou as empresas LRX Engenharia e a Submariner, mas deu um prazo de oito dias para apresentação de nova documentação que pudesse comprovar a habilitação das concorrentes para o contrato.

No dia 17 de março, a prefeitura publicou no Diário Oficial do Município um aviso do resultado da licitação em que constava a desclassificação da Submariner após a análise da proposta de preços apresentadas à comissão responsável pelo certame.

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Em 28 de abril, a prefeitura suspendeu a sessão de abertura dos envelopes de preços a pedido do Ministério Público Estadal (MP-BA). Em seguida, a comissão marcou a sessão para 12/05/2015, mas adiada a pedido da Submariner. No final do mesmo mês, a empresa foi declarada vencedora da tomada de preços 001/2015 e o processo licitatório encerrado.

Píer da Baiana – Em janeiro deste ano de 2018, o Píer da Baiana, como é conhecido o terminal náutico de Madre de Deus, também desabou quando cerca de 60 pessoas estavam em cima do equipamento. O local havia sido inaugurado quatro anos antes após reforma feita pela Construtora Pablo Ltda, sediada no bairro do Chame-Chame, em Salvador.

A obra de requalificação do terminal custou ao erário municipal R$ 3,1 milhões, além de outros aditivos feitos ao contrato posteriormente.

Na briga pela licitação milionária estavam, além da Construtora Pablo, a Grautech Construção Ltda, a Santacruz Engenharia Ltda e RCI Construção e Meio Ambiente Ltda. Na época, a prefeita era Carmen Gandarela, que foi substituída pelo atual gestor Jeferson Andrade. Por BNews