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Igreja é investigada por anunciar ‘imunização’ contra coronavírus

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Panfleto distribuído pela igreja Catedral Global do Espírito Santo, em Porto Alegre | Imagem: Reprodução

A Polícia está investigando uma igreja evangélica em Porto Alegre por promover um culto no qual prometia a “imunização” contra o coronavírus e outras doenças, informou a comissária responsável pelo caso.

“O poder de Deus contra o coronavírus. Venha porque haverá a união com o óleo consagrado como forma de imunizar contra qualquer epidemia, vírus ou doença”, dizia o panfleto publicado nas redes sociais da igreja Catedral Global do Espírito Santo, situada na capital gaúcha.

Alertados por inúmeras denúncias, a polícia chegou ao local do culto no último domingo, mas “naquele momento não identificaram nenhum tipo de delito”, disse à AFP a delegada Laura Lopes, à frente do caso.

“Como houve essa divulgação do folheto, abrimos um inquérito policial para verificar o que realmente está sendo falado para os fiéis, se eles estão divulgando alguma espécie de cura ou imunização contra as doenças”, informou Lopes.

Representantes da igreja, assim como alguns fiéis, foram chamados para depor, segundo a delegada.
A investigação busca determinar se os líderes religiosos praticaram “charlatanismo” que, segundo a lei vigente no país, pode implicar em até um ano de prisão.

O pastor da igreja, Silvio Ribeiro, convocou nesta terça uma coletiva de imprensa e afirmou que em nenhum momento teve a intenção de negar o papel da ciência e da medicina no tratamento das doenças.

“Em nenhum momento (o anúncio) promete que o óleo cure o coronavírus. Em nenhum momento diz que vou vender o óleo”, ressaltou Ribeiro, que defende que em todos os seus cultos, ao longo de 27 anos, orienta as pessoas doentes a buscar um médico.

“Eu peço perdão a todos e digo que a nossa intenção com esse banner foi levar fé, esperança e amor para as pessoas, jamais outra coisa”, justificou.

O Brasil registra dois casos confirmados do novo coronavírus, ambos em São Paulo, e observa outros 488 considerados suspeitos.

O número de pessoas infectadas pelo COVID-19 em todo o mundo chegou a 92.722, dos quais 3.155 morreram.

Com informações do UOL