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Hoje é o Dia Internacional da Cerveja. Vai comemorar?

Estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Cerveja (CervBrasil) aponta que o brasileiro bebe, em média, 65 litros da bebida por ano

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A cerveja preferida do brasileiro é a pilsen, detentora de 55% do mercado
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O termo “sextou” nunca foi tão bem aproveitado para anunciar o início do fim de semana como nesta sexta-feira (2), quando é comemorado o Dia Internacional da Cerveja.

Estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Cerveja (CervBrasil) aponta que o brasileiro bebe, em média, 65 litros de cerveja por ano.

Alguns, caso do gerente de marketing Cleiton Werneck Vargas, 38 anos, gostam tanto da bebida que dizem ultrapassar esse volume. Todos os dias, seja em casa, num barzinho ou na residência de algum amigo, ele toma uma cervejinha para relaxar depois do trabalho.

“É uma forma de se desligar da pressão do dia a dia, confraternizar com os amigos, fazer contatos e ter bons momentos de descontração”, afirma.

As preferidas de Vargas são as cervejas Ipa ou as com puro malte. “Essas são as minhas preferidas, mas tomo qualquer uma se tiver em um evento”, comenta.

Vargas conta que o segredo de tomar uma cervejinha todos os dias sem passar mal e sem perder a forma é manter uma boa alimentação e praticar atividade física diariamente.

Outra que não dispensa uma cervejinha no fim do expediente é a designer de interiores Sara Gabriele de Oliveira, 31 anos. Ela diz que a “conexão com a cerveja começou no intercâmbio que fez na Bélgica”.

“Para quem mora em um país que a cultura é a cerveja, fica mais difícil fugir. Minha casa ficava ao lado da fábrica da Hoegaarden. Eu ia de bicicleta até lá e voltava tranquila tomando a minha cerveja para casa. ”

Para Sara, a cerveja “une pessoas queridas numa mesa de bar, consegue nos fazer pausar um pouco a vida e aproveitar um momento de conversa ou reflexão”.

“Lógico que nada exagerado é bem-vindo, mas confesso que é um momento de alegria e que sempre estou em boa companhia parar rir, conversar sobre o dia e quebrar a rotina. Gosto dessa pausa pela paz. ”

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As cervejas favoritas dela, atualmente, são as belgas Duvel e Hoegaarden.

Indústria de cerveja produz 13 bilhões de litros por ano

A indústria brasileira produziu 13 bilhões de litros de cerveja em 2018 e registrou um crescimento de 2,7%. Ao todo, o setor emprega 2,7 milhões de pessoas.

Segundo Paulo Petroni, diretor executivo da CervBrasil, a cerveja pilsen continua sendo a preferida do brasileiro (representa 55% do mercado).

A volta dos vasilhames

Desde 2016, a crise econômica que tomou o país fez com que a indústria cervejeira ressuscitasse um hábito que acompanhou o setor durante muitos anos: as garrafas retornáveis.

Sumidas dos supermercados durante um bom tempo, hoje elas representam 43% dos 13 bilhões de litros de cerveja consumidos no Brasil.

“Mesmo tendo um forte apelo ambiental, o que proporcionou este retorno foi a recessão. A volta dos vasilhames barateou a bebida e manteve o poder de compra do brasileiro. ”

Petroni diz que uma única garrafa pode ser reutilizada até 15 vezes. O reúso não vem sendo aplicado apenas nos vasilhames de 600 ml. Há operações também para as de 300 ml.

“O retorno dessa cultura ainda está no começo, mas a gente percebe que a população e a indústria estão se unindo por causa de dois aspectos: econômico e ambiental e sentimos que em breve isso tomará velocidade e refletirá em toda a logística do setor. ”

O diretor diz que a CervBrasil e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estão intensificando as ações neste sentido.

Há, inclusive, um projeto com startups, usinas de reciclagens e catadores que faz o rastreamento e a documentação de todas as embalagens para identificar seu destino.

Também há iniciativas isoladas dos próprios empresários.

“Conheço empresários que fizeram parcerias com cooperativas de transportes e catadores e pagam mais pelas garrafas do que se consegue no mercado de reciclagem para estimular o retorno dos vasilhames”, conta.

Segundo o indicador Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), enquanto o catador de alumínio recebe R$ 4,40 pelo quilo do material, o de vidro ganha R$ 0,18.

Por R7