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Greve dos Correios completa duas semanas e afeta comércio eletrônico

Greve dos Correios completa duas semanas e afeta comércio eletrônico 1

A greve dos Correios, iniciada há duas semanas, no dia 18 de agosto, está afetando o comércio eletrônico, principalmente os microempresários, que dependem mais do serviço. As informações são do repórter Lucas Herrero, da Rádio Bandeirantes.

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) afirma que 75% do setor aderiu à paralisação, enquanto a própria estatal diz que a porcentagem é baixa.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a quantidade de funcionários parados chega a 17% do total, mas mesmo assim, a falta de contingente interfere no serviço.

O presidente da Abcomm, Maurício Salvador, aponta para uma perda no pequeno negócio, mas reitera que as médias e grandes empresas já migraram, em sua maioria, para o serviço das transportadoras privadas.

“75% das entregas nas microempresas do e-commerce são feitas pelos Correios, por isso eles são mais prejudicados nessa greve. Os médios e grandes dependem menos e cada vez menos, ou seja, estão migrando para outros serviços”, disse Salvador.

Ele reitera que há seis anos, 60% das entregas nas médias e grandes empresas eram transportadas pelos Correios, sendo que atualmente caiu para apenas 30%.

Impacto nos MEIs

O microempreendedor, Mário Gonçalves tem duas lojas de moda e acessórios há 12 anos. Em uma delas há muita dependência dos Correios e na outra possui contratos com transportadoras particulares. Ele notou uma grande diferença entre as duas.

“A gente perdeu cerca de 70% de desempenho em uma loja durante esse período. Na outra, aumentou, porque quando as pessoas navegam pelos sites, procuram empresas que estão utilizando transportadoras logísticas que entregam numa estimativa muito mais rápida. Então, graças a Deus, compensou a balança”, conta Gonçalves.

Desdobramentos da greve

Os funcionários dos Correios reivindicam direitos trabalhistas que teriam sido retirados a partir de agosto e afirmam que a estatal não reconhece, desde o início do mês, o acordo coletivo que estaria vigente até 2021.

Já a empresa reitera que vem fazendo mutirões nos fins de semana para entrega de cartas e encomendas e que a questão da greve está em juízo e será resolvida pelo Tribunal Superior do Trabalho.