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Golpistas invadem perfil no Instagram e roubam cerca de 15 mil reais de usuários em Camaçari

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Há pouco tempo atrás, era comum encontrar casos de golpes aplicados através de ligações telefônicas. Pessoas se passavam por familiares ou amigos de terceiros e pediam ajuda financeira. Com o tempo e com o avanço da tecnologia, o golpe passou a ser aplicado através do WhatsApp. Um número desconhecido entrava em contato informando ser um conhecido que mudou de número e solicitava um empréstimo. Com informações do Nossa Metrópole

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Atualmente, um novo golpe está sendo aplicado através do Instagram, o qual já soma diversas vítimas em Camaçari. Golpistas invadem perfis alheios e, nos stories, anunciam produtos à venda com preços extremamente acessíveis. Este novo formato de golpe, por sua vez, gera prejuízos tanto para quem compra os produtos e não os recebe, quanto para quem tem seu perfil rackeado e precisa lidar com a frustação daqueles que efetuaram pagamentos.

Foi o caso de Naiara Nascimento, empreendedora do município, que teve sua conta do Instagram rackeada. Os golpistas anunciam em seus stories diversos eletrodomésticos com preços baixos, chamando atenção dos amigos que a empreendedora possui em seu perfil. Após o pagamento ser efetuado, o comprador é bloqueado e, então, decide entrar em contato com Naiara por outros meios.

Através de outro perfil na mesma rede social, ela manifestou sua indignação com o ocorrido. Pediu ainda para que as pessoas tenham cuidado, nesse momento, com as vendas e compras através do Instagram. Confira abaixo o relato:

Como isso acontece?

As explicações dos motivos de uma conta ser invadida são diversas. Segundo Alessandro Magalhães, gerente de cibersegurança da consultoria Mazars, os artifícios usados pelos criminosos vão desde o envio de links que instalam malwares (espécie de “vírus”) nos celulares e, a partir daí, roubam dados, até o vazamento de senhas cadastradas em outros sites que são iguais às usadas nas redes.

“Por isso, é importante ter, além de uma senha forte, uma senha diferente em cada lugar“, diz. O especialista explica que muitas pessoas usam senhas consideradas fracas (como nomes, sobrenomes e combinações numéricas sequenciais) ou usam o mesmo código em diferentes lugares. Com isso, se um e-commerce tiver o seu sistema invadido e os e-mails e senhas dos usuários divulgadas, os criminosos podem “testar” aqueles mesmos dados nas redes sociais e, a partir daí, invadir a conta daquele usuário.

Embora atualmente os golpes via Instagram apareçam de forma mais frequente, o professor Favaretto, da FGV, explica que isso é apenas uma “evolução” dos golpes, que saíram das ligações telefônicas e chegaram até às redes sociais.

“Recentemente teve um aumento de golpes no WhatsApp etc. Como tem muito golpe novo, a gente fala que a informação é um cabo de guerra: sempre vai ter novos mecanismos por parte dos criminosos, e novas proteções por parte das empresas de tecnologia. O centro do negócio é sempre o mesmo: o hacker ou golpista tenta se apoderar de uma conta ou tomar uma identidade e a partir dali aplica golpes se aproveitando da confiança das pessoas que acham que estão interagindo com a vítima. Não existe uma falha nova em segurança, mas sim novos tipos de golpes surgindo“, diz.

O professor ainda afirma que outra coisa que vem “facilitando” que esses golpes sejam aplicados é a criação de novos meios de pagamento mais fáceis e até mesmo difíceis de serem rastreados, como é o caso das transações em bitcoin. O próprio Pix, sistema de transferência de dinheiro em tempo real do Banco Central, também torna o trabalho dos criminosos mais fácil, já que por meio dele é possível gerar uma “chave aleatória” associada a uma conta para as pessoas mandarem dinheiro.

O que diz o Instagram?

“Durante a pandemia cresceram as fraudes eletrônicas em geral porque as pessoas estão mais em casa, usando mais internet e os meios de pagamentos on-line estão mais simples. Então, quanto mais fácil é transferir dinheiro on-line, mais fácil se torna o golpe“, diz.

Por meio de nota, a rede social informou que “o Instagram disponibiliza recursos de segurança para ajudar a proteger os usuários de invasão de contas, como ‘autenticação de dois fatores’ e ‘atividade de login’, além de diferentes caminhos para a recuperação, disponíveis na Central de Ajuda“.

A autenticação em dois fatores funciona como uma checagem para saber se a pessoa que está tentando entrar naquela conta realmente é a dona dela. Para isso, o Instagram envia um código por e-mail, SMS ou até mesmo por aplicativos geradores de códigos autenticadores (como eram os antigos tokens de bancos).

“Recomendamos ainda que as pessoas desconfiem de publicações na internet que ofereçam serviços e bens por um valor abaixo do preço de mercado e pedimos que denunciem através do aplicativo publicações e contas que considerarem suspeitas“, afirmou no comunicado um porta-voz da Meta, novo nome do Facebook, que é dono do Instagram.