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Fim da Troller: Ford encerra atividades da montadora cearense

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Parece que a novela da venda da Troller chegou a um desfecho pouco provável até agora, mas que infelizmente se deu. No fim da tarde desta segunda, a montadora informou aos empregados de Horizonte, o fim das atividades da empresa.

A fabricante do jipe T4 revelou nesta tarde aos funcionários que nenhuma dispensa será feita no momento, mas a unidade deverá encerrar suas atividades de produção em setembro e não como a Ford planejou, em 31 de dezembro.

Além disso, a fabricação de peças segue até novembro. Nesta segunda, a produção parou às 15 horas, mas será retomada normalmente amanhã. Mesmo com o fechamento da empresa, as negociações para venda de máquinas e terreno continuam.

Foi a própria montadora americana, através de seu novo presidente regional, Daniel Justo, que anunciou o encerramento das operações da Troller. Com 477 funcionários, a fábrica da empresa vinha sendo negociada com algumas empresas brasileiras.

Até a semana passada, ventilava-se a informação de que as propostas haviam chegado a um consenso e que a decisão estava nas mãos da Ford em Detroit. Até mesmo um dos interessados, da área de energia, buscava levar a marca para o porto de Pecém, no Ceará.

Outro ponto é que os potenciais compradores tinham intenção de ampliar a Troller e até produzir carros elétricos. Contudo, parece que a Ford não aceitou as propostas de compra e decidiu mesmo acabar com a fabricante de jipes, como fez com as plantas de produção dela mesma em Camaçari, na Bahia, e Taubaté, em São Paulo.

As negociações com o sindicato dos trabalhadores da região ocorrerá logo mais a partir das 20 horas. Com isso, a Ford deve indenizar os atuais empregados e promover a demissão do quadro até o fim do ano.

Dessa forma, a Ford encerra a carreira de uma marca brasileira, nascida em 1995 e adquirida pela montadora americana em 2008.

Referência no segmento off road, a Troller evoluiu bem nos últimos anos, mas agora entra para a história da indústria automobilística do Brasil.

Exigência da Ford impede venda da Troller, que será fechada

Quem comprar a Troller não poderá usar a marca nem o design dos seus jipes. Isto inviabiliza o negócio, diz o secretário Maia Júnior, irritado com a Ford. E mais: 1) Agropecuária roga por um laboratório; 2) Hidrogênio Verde: devagar com o andor; 3) Cearense no topo da construção

Repercutiu mal no Governo do Ceará a notícia, divulgada ontem à noite, em primeira mão, por esta coluna, segundo a qual será fechada no fim do próximo mês de setembro a fábrica dos jipes Troller em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A decisão, anunciada pela Ford em Comunicado aos Funcionários da Troller, irritou o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) do Governo do Estado, engenheiro Maia Júnior, que hoje divulgará uma nota oficial posicionando-se sobre o assunto.

A irritação de Maia Júnior é procedente: ele estava na fase final de negociação com diretores da Ford do Brasil, encaminhando a venda da fábrica da Troller pela qual estavam interessados três grupos brasileiros.

Ontem, às 14h30, o titular da Sedet já havia mantido uma tensa reunião com os diretores da Ford, que ratificaram uma decisão da cúpula da empresa: o comprador da fábrica de Horizonte não poderá usar a marca Troller nem o design dos jipes produzidos por ela.

Isto quer dizer que quem vier a comprar a Troller terá de criar uma nova marca e, principalmente, um novo design para os seus veículos, o que praticamente inviabiliza qualquer tentativa de negócio, segundo disse a esta coluna o secretário Maia Júnior.

Criar, a partir do desenho, um novo automóvel – fora de estrada, como os da Troller, ou não – e uma nova marca exigem alto investimento financeiro, pois significará a fabricação de um ou dois ou mais protótipos que terão de ser testados em túnel de vento e nas piores condições de estrada.

A Troller existe desde 1997.

Maia Júnior considera que a Ford está desrespeitando não só o acordo que celebrou com o Governo do Ceará, que sempre cumpriu seus compromissos com a empresa, mas a relação entre as duas partes..

A Ford, em janeiro deste ano, anunciou o encerramento de suas atividades no Brasil, onde estava desde o início do século 20, virando as costas para uma montanha de dinheiro, via incentivos tributários, que a União lhe concedeu. Milhares de trabalhadores foram dispensados.

No comunicado em que tornou pública e oficial sua decisão, a Ford informou que a fábrica da Troller funcionaria até o mês de setembro, quando seria desativada, o que deverá ser acontecer.

O Governo do Ceará, na tentativa de preservar a fábrica e, mais ainda, os seus 470 empregos, correu em busca de compradores, tendo para isto a concordância da Ford, que agora comunica o seu fechamento e, de quebra, inviabiliza todo o esforço do secretário Maia Júnior de encontrar – como encontrou – grupos interessados em comprar aquela indústria automobilística.

No comunicado, a Ford anuncia que, a partir de hoje, inicia negociações com o Sindicato dos seus empregados, tratando das demissões e das indenizações.

A seguir, a íntegra do “Comunicado aos Empregados da Troller – Horizonte”, emitido ontem pela direção da Ford no Brasil:

“Conforme anunciado em 11 de janeiro e seguindo o compromisso de sermos transparentes com nosso time, hoje estamos confirmando o encerramento da produção dos veículos “Troller” até o final de setembro.

“A produção de peças terá continuidade até o final do mês de novembro, com o objetivo de garantir a disponibilidade de peças aos clientes da Troller.

“Informamos, também, que continuaremos com a venda dos nossos ativos (terreno e máquinas), no entanto a produção dos veículos Troller não terá continuidade.

“Já entregamos uma carta ao nosso sindicato, que foi convidado para o início das negociações nesta terça-feira, 10 de agosto. Nenhum desligamento está sendo realizado neste momento e nossa intenção é chegar a um acordo justo e viável, assegurando que a relação de trabalho com a Troiller seja encerrada de maneira adequada, garantindo a todos os nossos empregados que seus direitos serão respeitados.

“Excepcionalmente, a produção de hoje (9/8) foi encerrada às 15h00 e será retomada normalmente a partir de amanhã (10/8), quando iniciaremos as negociações”.

AGROPECUÁRIA PEDE UM LABORATÓRIO

Uma vez por semana, as indústrias cearenses de beneficiamento de leite enviam seus produtos para um laboratório de análises de São Paulo, chamado de Clínica do Leite, que, após examiná-los, emite um certificado de qualidade válido por 7 dias.

Isso, primeiro, custa caro e, segundo, revela o desinteresse do governo estadual e das empresas no sentido de instalar, aqui, um laboratório, algo orçado em, aproximadamente, R$ 3 milhões. Trata-se de um investimento que pode ser feito por meio de uma parceria da indústria com o governo.

O Nutec, um organismo do governo do Estado, tem um laboratório que pode executar esse controle de qualidade, mas foram frustradas todas as tentativas de transformá-lo numa ferramenta capaz de ajudar a indústria e a agropecuária do Ceará.
Por que? – é a pergunta que surge, naturalmente.

ATENÇÃO: Nunca pague nenhum valor para participar de um processo seletivo. Não compre cursos, apostilas ou serviços que prometam participação em seleção ou contratação para uma vaga. E jamais informe dados bancários, de cartão ou envie documentos por e-mail ou através de sites que não conheça. Nosso site não se responsabiliza por qualquer tipo de pagamento efetuado.

A resposta é: porque o serviço público e a empresa privada são incompatíveis. Aquele tem hora para abrir e fechar, não funciona aos domingos e feriados; a última, por sua vez, não pode interromper sua produção, porque tem de atender à multidão de consumidores com um produto de qualidade atestada.

Havia um laboratório no Recife que, sendo também uma repartição pública, não deu conta do recado e perdeu clientes.
Cristiano Maia, maior criador de camarão do país, mata a cobra da questão e mostra o pau da razão:

“Não há, hoje, demanda para a instalação e o funcionamento de um laboratório para atender à indústria do leite aqui no Ceará. Eu tenho um laboratório, o maior do Brasil na área da carcinicultura. Ele faz análise dos meus camarões e, também, dos camarões dos meus concorrentes. Ou seja, tenho demanda que compensa a manutenção do laboratório da minha empresa Samaria Camarões”, afirma ele.

De qualquer maneira, a falta de um laboratório que atenda à indústria e a agropecuária do Ceará é um tema para o qual a Secretaria de Ciência & Tecnologia, chefiada pelo ex-senador Inácio Arruda, precisa voltar seu olhar.

Há uma sugestão no sentido de que os industriais de lacticínios tentem atrair para cá uma unidade da Clínica do Leite, que, segundo Cristiano Maia, só virá se houver demanda.

Demanda haverá, se o laboratório atender a todas as necessidades do setor produtivo, não só as do leite e dos seus derivados, mas também as dos frigoríficos de aves, ovinos, caprinos e ovinos e das fábricas de alimentos e bebidas, entre outros.

UMA POLÍTICA PARA A APICULTURA CEARENSE

Quinta-feira, 12, estão previstas a votação e a aprovação, pela Assembleia Legislativa, da proposta do deputado Acrísio Sena que cria a Política para o Desenvolvimento Estadual da Apicultura, o Programa Estadual de Incentivo à Apicultura e a Rede Cearense de Apicultura.

A nova política estabelecerá bases técnicas, objetivos, metas e instrumentos para o crescimento e a estruturação da atividade apícola no Ceará, que estará integrada ao que propõe a ESG – ambiental, social e governança na sigla em inglês.

A apicultura já está inserida no cotidiano de 80% dos municípios do Ceará, sendo praticada em quase 100% por pequenos produtores.

O objetivo da proposta é claro: organizar a produção e a comercialização, com o que o Ceará voltará à sua posição de protagonista na apicultura nacional.

HIDROGÊNIO VERDE: DEVAGAR COM O ANDOR

Nem tudo o que reluz é ouro, pelo menos no ainda desconhecido terreno da produção do Hidrogênio Verde.

Quem se der o trabalho de, pela internet, visitar os sites de empresas estrangeiras interessadas em investir nessa área no Ceará será surpreendido com algumas informações que o deixarão com uma pulga (ou duas) atrás da orelha, mas, também, com redobrado entusiasmo.

Há empresas australianas, europeias e norte-americanas com o mesmo interesse – de investir aqui para produzir a já chamada energia do amanhã.

A maioria são empresas muito sérias, com um histórico que as credencia a vultosos investimentos, e nestas todos estão a apostar, inclusive o Governo do Ceará.

Mas há, também, infelizmente, as que levantam dúvidas sobre sua capacidade de investimento e, mais ainda, quanto ao domínio que (não) têm das novas tecnologias do Hidrogênio Verde.

Mas esse tipo de investidor – o que levanta suspeita – existe em todos os cantos do mundo. Então, relaxemos!

CEARENSE ABASTECE O PIAUÍ

Desde ontem, a Campo Ouro Verde, produtora e distribuidora cearense de hortaliças, está abastecendo as 12 lojas da rede de supermercados do Grupo Ferreira, do Piauí, das quais 11 se localizam em Teresina.

Para atender à nova demanda, a Campo Ouro Verde, cujo sócio majoritário é o empresário Aderlan Sampaio, investiu R$ 600 mil, parte dos quais na importação de tecnologia francesa de nebulização que mantém o aspecto de frescor e a total hidratação das folhagens nas gôndolas dos supermercados.

A empresa cearense tem um mix de 26 produtos – da rúcula à salsa lisa, do espinafre ao alho poró, do alface ao coentro, do agrião à couve manteiga.

UMA CEARENSE NO TOPO DA CONSTRUÇÃO

Publicação especializada em assuntos da construção civil brasileira, a revista “O Empreiteiro” publicou mais um ranking nacional das maiores empresas do setor.

A Construtora Marquise, gigante cearense da construção civil e pesada, colocou-se, mais uma vez, em primeiro lugar na região Nordeste, com uma receita líquida superior a R$ 560 milhões no ano passado, posicionando-se em 19º no ranking nacional.

Foram avaliadas 449 empresas do país.

Esse ranking é uma referência no mercado para contratantes públicos ou privados.

Diretor da Marquise Infraestrutura, o engenheiro Renan Carvalho afirma que a posição de sua empresa no ranking nacional “reflete, claramente, a curva crescente da construção civil, que é a mola impulsionadora da economia do país”.

CE-155 INCONCLUSA PODE PREJUDICAR MELÃO

Começarão na próxima semana os embarques da nova safra de melão do Ceará, que poderão ser prejudicados pelas condições ruins da CE-155, estrada que liga a BR-222 ao Porto do Pecém.

Os serviços de duplicação dessa rodovia estão muito lentos, irritando as empresas transportadores que a utilizam para levar e trazer carga do Pecém.

Não são apenas os usuários da CE-155 que reclamam do ritmo da obra – que era de frevo e agora é de bolero: as próprias autoridades da Superintendência de Obras Públicas (SOP), dona do serviço, estão também decepcionadas com a Enel Distribuição, que ainda não retirou os postes de energia elétrica, que continuam impedindo, em alguns trechos, os serviços de duplicação da estrada.

Uma fonte do Sindicato da Construção Pesada contou, ontem, a esta coluna que há defeitos técnicos no projeto de duplicação da CE-115, cujo greide (inclinação vertical do eixo da estrada) permite que, em épocas de chuva, o asfalto se deteriore em menos tempo (asfalto e água são incompatíveis, razão pela qual não pode haver pontos de alagamento).

HORA DE REDUZIR O CONSUMO DE ENERGIA

Já deveria o governo do Estado – já que o da União não o faz – iniciar uma campanha de utilidade pública, aconselhando a população a começar um esforço pela redução do consumo de energia.

Primeiro, porque a conta de luz – por causa da grave crise que o setor elétrico atravessa, com o baixo represamento das usinas hidrelétricas do Sul e do Sudeste – subiu e continuará subindo pelos próximos 90 dias; segundo, porque o subsistema Nordeste, operado pela Chesf, está exportando para aquelas regiões a energia que sobra aqui.

Assim, uma campanha de orientação do governo estadual do Ceará seria uma boa iniciativa, servindo até de lição para o Ministério de Minas e Energia.

SERVNAC CHEGA A SÃO PAULO

Expandiu-se para São Paulo o grupo cearense Servnac, que atua na área de segurança não apenas no Ceará, mas em outos estados do Nordeste.

Espera a Servnac, só com sua operação de São Paulo, aumentar em R$ 90 milhões o seu faturamento anual nos próximos cinco anos.

A empresa atuará nas áreas de segurança, terceirização de mão de obra, manutenção industrial e vigilância, com ênfase nos segmentos comercial, empresarial, hospitalar e industrial.