Início Destaque Eterno doutor Victor do Castelo Rá-Tim-Bum, Sergio Mamberti morre aos 82 anos

Eterno doutor Victor do Castelo Rá-Tim-Bum, Sergio Mamberti morre aos 82 anos

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Conhecido principalmente por ter interpretado doutor Victor no Castelo Rá-Tim-Bum (1994-1997), Sergio Mamberti morreu aos 82 anos em decorrência de falência múltipla de órgãos na madrugada desta sexta-feira (3). O ator tinha mais de 60 anos de carreira com papéis de destaque na TV, no teatro e no cinema. O veterano estava internado desde 25 de agosto para tratar infecção nos pulmões e também sofria de uma deficiência cardíaca, que dificultava o bombeamento do sangue.

A morte foi confirmada por Carlos Mamberti, filho do ator, ao Bom Dia São Paulo. O artista precisou ser intubado após piora e ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital da rede Prevent Senior, em São Paulo.

Em agosto, Mamberti passou 19 dias internado com pneumonia. Ele teve o pulmão afetado devido à mudança climática que provocou quedas de temperatura na capital paulista e também chegou a ficar na UTI.

Em abril, o ator lançou o livro Mamberti: Senhor do Meu Tempo. Trabalhador incansável, ele tinha novos projetos para o futuro: um longa-metragem, um documentário sobre sua carreira e o retorno de doutor Victor, seu mais famoso personagem na televisão, em uma série feita em parceria com a TV Cultura para a internet. Em recente entrevista ao Notícias da TV, o ator também revelou ser bissexual.

O veterano deixa os filhos biológicos Duda, Carlos e Fabrício Mamberti –frutos da união com Vivien Mahr, com quem foi casado entre 1964 e 1980, quando ela morreu aos 37 anos. O artista ainda teve um relacionamento durante 37 anos com Ednaldo Torquato, que morreu em 2019. Com o parceiro, o ator adotou Daniele, sua única filha.

Mamberti contracena com Cassio Scapin

Vida e carreira
Sergio Duarte Mamberti nasceu em 1939 em Santos, litoral de São Paulo, onde passou a infância com a família. Lá, integrou um grupo de teatro com os amigos adolescentes. De uma despretensiosa apresentação de 20 minutos, saiu do palco certo de que havia encontrado sua vocação.

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Desde então, ele se aprimorou na dramaturgia. Formou-se no curso de Artes Cênicas da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. A estreia no teatro aconteceu na peça Antígone América em 1963.

No teatro, se realizou com montagens como O Balcão, em uma releitura feita em 1968 que remetia aos desmandos da Ditadura Militar (1964-1985), Réveillon, que lhe rendeu o Prêmio Molière de melhor ator em 1975, o clássico Hamlet (1984) e O Evangelho Segundo Jesus Cristo (2001). Ainda participou de outras diversas peças ao lado do irmão Cláudio Mamberti (1940-2001). Sua última atuação no teatro foi O Ovo de Ouro, em 2019.

Estreou nos folhetins como Tenório em Ana (1968), exibida pela Record. Na mesma emissora, fez Algemas de Ouro (1969), As Pupilas do Senhor Reitor (1970), Os Deuses Estão Mortos (1971) e Quarenta Anos Depois (1971). Na Manchete, esteve em Dona Beija (1986), Helena (1987), A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990) e Pantanal (1990).

Mamberti chegou à Globo nos anos de 1980, quando interpretou Galeno Sampaio em Brilhante (1981) e Antônio em Transas e Caretas (1984). Mas a consagração na TV veio com o mordomo Eugênio em Vale Tudo (1988). Na reta final da novela, era apontado nas ruas por ser um dos suspeitos de matar Odete Roitman, personagem de Beatriz Segall (1926-2018).

Mamberti e Nathalia Timberg em Vale Tudo

Outro trabalho marcante foi a interpretação de doutor Victor, do Castelo Rá-Tim-Bum (1994-1997). O bordão “raios e trovões” do tio de Nino (Cassio Scapin) é lembrado até hoje. “Digo que é minha obra-prima porque une educação, cultura e comunicação”, havia declarado ele em entrevista recente.

Também tem no currículo as tramas Anjo Mau (1997), A Muralha (2000), O Clone (2001), Essas Mulheres (2005), O Profeta (2006), O Astro (2011) e Sol Nascente (2016). Em 2013, teve destaque como o vilão Dionísio em Flor do Caribe, reprisada durante a pandemia da Covid-19. Em 2016, estreou no streaming na série 3% (2016-2020), da Netflix.

Já no cinema, participou de produções como Toda Nudez Será Castigada (1973), Parada 88 – O Limite de Alerta (1978), O Homem do Pau-brasil (1982), A Dama do Cine Shanghai (1987), Perfume de Gardênia (1992), Brava Gente Brasileira (2000), Xuxa Abracadabra (2003), O Homem Que Desafiou o Diabo (2007), Aconteceu no Bixiga (2012), O Inventor de Sonhos (2013) e O Pastor e o Guerrilheiro (2021).

Com informações do site Noticias da TV