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Direitos Humanos cobra explicações do governo de MG sobre mortes de bandidos em Varginha: uma das partes foi ‘totalmente eliminada’

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O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais enviou um ofício pedindo explicações ao Ministério Público, à Ouvidoria de Polícia e à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) sobre a ação policial que terminou com 26 mortos em Varginha, no Sul do estado.

“Chama-nos a atenção o fato de a mídia noticiar um confronto altamente armado no qual uma das partes foi ‘totalmente eliminada’”, diz a nota. Nenhum policial ficou ferido durante a operação.

Ela aconteceu neste domingo (31). A operação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na morte de 26 suspeitos de pertencerem a uma quadrilha de roubos a bancos.

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No ofício em que pede explicações o conselho se diz surpreendido com “o registro midiático de declarações exaltadas de agentes públicos louvando o ‘resultado’ da operação, com intuito duvidoso, como se fosse prática exitosa, regular e legítima no Estado Democrático de Direito suposta estratégia de eliminação de adversários em confrontos”.

O governador Romeu Zema (Novo) disse em suas redes sociais no fim de semana, “em Varginha, a PMMG ao lado da PRF, antecipou bandidos do chamado ‘novo cangaço’, em uma das maiores operações da história no combate a esse tipo de crime. Parabéns a todos heróis envolvidos! Estamos trabalhando para que Minas siga sendo o Estado mais seguro do país”.

E também completou, “Em Minas a criminalidade não tem vez. As Forças de Segurança do Estado trabalham com inteligência e integração para impedir ações criminosas”.

MP vai investigar
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vai investigar operação policial realizada em Varginha, no Sul de Minas, que terminou com 26 mortos.

O procurador André Ubaldino e os promotores Paula Ayres, Francisco Assis e Igor Serrano foram designados para colaborar com a promotora de justiça titular Elaine Claro, segundo o MPMG.

“A princípio, a gente parte do pressuposto que a ação da polícia é sempre legítima. Mas se houve excesso, a instituição deve atuar”, disse o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais também pediu investigação sobre o caso.

Fonte: G1 Minas