In√≠cio Cama√ßari Defesa Civil vistoria condi√ß√Ķes da barragem de Santa Helena

Defesa Civil vistoria condi√ß√Ķes da barragem de Santa Helena

Autoridades de Cama√ßari continuam em alerta com a situa√ß√£o das barragens que est√£o situadas no munic√≠pio de Cama√ßari e os poss√≠veis impactos ambientais que podem ocorrer. Em virtude disso, a Defesa Civil realizou a segunda visita na barragem de Santa Helena, localizada no munic√≠pio de Dias d‚Äô√Āvila, na manh√£ desta quarta-feira (15/05). A proposta do encontro foi de verificar o andamento do projeto de reforma de amplia√ß√£o, que deve ocorrer em 2019, por meio de processo licitat√≥rio.

De acordo com L√ļcio Ladim, analista de saneamento da Empresa Baiana de √Āguas e Saneamento (Embasa) e supervisor de hidrologia e seguran√ßa das barragens, atrav√©s da licita√ß√£o, novas a√ß√Ķes para melhorar as condi√ß√Ķes de seguran√ßa da barragem ser√£o estruturadas. ‚ÄúEstamos projetando o refor√ßo do sistema de drenagem, al√©m de algumas recupera√ß√Ķes, para garantir ainda mais seguran√ßa a todos. Atualmente, os hidromec√Ęnicos da barragem est√£o sendo pintados, todos em funcionamento. Os acionamentos da comporta aconteceram da forma mais r√°pida poss√≠vel e todos os equipamentos est√£o funcionando de forma correta, com a melhor garantia poss√≠vel‚ÄĚ, descreveu L√ļcio.

Em 2017, foi feito um reparo do talude, no lado esquerdo, na barragem, em virtude de um problema erosivo. Atualmente, os processos erosivos estão tratados e a ombreira direita está estabilizada, com inserção de grampos de 5 metros, mantendo o talude estável. Esse resultado foi avaliado através da revisão periódica, que é uma exigência da Lei da Segurança de Barragem. Além disso, a Embasa elaborou o Plano de Ação Emergencial, que no caso de um rompimento hipotético da barragem, vai gerar um mapa de inundação para a comunidade.

L√ļcio acrescentou que a situa√ß√£o da barragem de Santa Helena traz conforto, pois os estudos que s√£o feitos periodicamente s√£o apresentados ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos H√≠dricos (Inema), e mostram que ‚Äúa barragem est√° com o n√≠vel de seguran√ßa bastante aceit√°vel e os instrumentos que s√£o utilizados garantem total seguran√ßa‚ÄĚ, concluiu.

De acordo com Ivanaldo Soares, coordenador da Defesa Civil, o pr√≥ximo passo ser√° um encontro agendado para a primeira semana de junho, onde os documentos ser√£o apresentados ao √≥rg√£o de Cama√ßari, a fim de tratar estrat√©gias, buscando pontos de apoio que ser√£o delineados em caso de uma poss√≠vel situa√ß√£o de emerg√™ncia. ‚ÄúVamos ter um novo encontro para tra√ßar projeto emergencial em situa√ß√£o de risco, como rompimento da barragem, garantindo ainda mais seguran√ßa √† popula√ß√£o‚ÄĚ, disse.

A água represada na barragem de Santa Helena tem como destino o abastecimento de empresas do Polo Petroquímico de Camaçari. Antes, o abastecimento era feito através do Rio Joanes e por causa de capacidade do Rio Jacuípe (uma média de mil litros de água por segundo), foi construída uma adutora de 11 km para levar água desse rio até as empresas do Polo.

Quando h√° necessidade, em √©pocas de estiagem por exemplo, a Embasa tamb√©m bombeia a √°gua da Barragem de Santa Helena para a Barragem de Joanes II para manter o n√≠vel de √°gua desta √ļltima que √© respons√°vel pelo abastecimento de 40% de √°gua para Salvador.

A primeira visita da Defesa Civil de Cama√ßari √† barragem de Santa Helena aconteceu em mar√ßo deste ano. Nesta ter√ßa-feira (14/05), a Defesa Civil realizou visita t√©cnica √†s barragens Joanes I, localizada em Lauro de Freitas, e Joanes II, localizada em Dias d‚Äô√Āvila.