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“Como pode ela que é mãe ainda defender ele?”, declara avó de Henrique sobre prisão de padrasto

Fonte: Camaçari Fatos e Fotos/Rebeca Gonçalves

Avó e delegada falam sobre apreensão do suspeito de assassinar o menino Henrique
Avó e delegada falam sobre apreensão do suspeito de assassinar o menino Henrique

Foi preso nesta quinta (15), à noite, o suspeito de assassinato do pequeno Carlos Henrique Maia, sete anos. O padrasto Marcos Aurélio, 39 anos foi detido temporariamente pela delegada de homicídios Maria Tereza, para não atrapalhar as investigações.

Apesar de não querer indicar nenhum nome em entrevista ao CFF feita ontem (15), pela manhã, hoje (16) a delegada informou que o suspeito se negava comparecer às intimações. “Ele estava impedindo também que a mãe do menino viesse depor. Dei voz de prisão ontem para evitar que ele continue atrapalhando, mas tudo leva a crer que foi ele”, declara Tereza.

A avó paterna de Henrique, Terezinha Paixão Maia disse que tinha uma “pulga atrás da orelha” com o Aurélio porque o menino já havia se queixado dele. “Conheci ele na delegacia, mas eles (o padrasto e a mãe do garoto) já têm um relacionamento de mais ou menos um três anos. Queria olhar dentro dos olhos dele, mas ele sempre está de óculos escuro”, fala Terezinha.

Com a mãe de Henrique, Alessandra da Silva, a avó declarou que mantinha uma boa relação, porém que houve um pequeno desentendimento no dia em que Alessandra foi buscar o menino. “Ela sempre me respeitou, mas nesse dia eu a questionei sobre as queixas que meu neto vinha fazendo e ela não gostou. Estou muito magoada, principalmente com ela. Meu neto já reclamava dele e agora ele é detido como suspeito. Como pode ela que é mãe ainda defender ele?”, questiona.

Imagens da câmera de segurança mostram um homem caminhando com um garoto vestido com os mesmos trajes que Henrique estava no dia do desaparecimento, próximo à linha de trem que dá acesso ao córrego onde o corpo do garoto foi localizado. A mãe reconheceu que trata-se do filho dela, mas a polícia não tem como afirmar com exatidão se o homem que o acompanhava era realmente Aurélio. As imagens estão sob investigação.

“Estou indo na delegacia agora pra ver essas imagens”, fala Terezinha. Segundo ela, o laudo médico indicou espancamento na face, mas o laudo técnico ainda não chegou para saber com precisão a causa da morte. “Estamos preparando uma passeata semana que vem. Nosso objetivo é justiça. Isso é tudo que quero nesse momento”, finaliza.