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Cenário de guerra na Bahia: mortes, hospital isolado, falta de luz e água e estradas destruídas

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Travessia feita pelos Bombeiros da Paraíba e PM de corpos de pessoas que faleceram no hospital e precisam ser enterradas (Camila Souza/GOVBA)

Chegou a 136 o número de municípios que tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo da Bahia, devido às chuvas que atingem o interior baiano desde o final de novembro. A quantidade representa cerca de 32% do total de 417 cidades e a tragédia já é considerada a maior da história do estado, segundo o governador Rui Costa.

Na terça-feira (28), a Defesa Civil da Bahia (Sudec) confirmou a 21ª morte causada em decorrência dos temporais. Mateus Goes dos Santos, de 19 anos, morreu em Ilhéus, na noite de segunda-feira (27), ao tentar atravessar um rio no distrito de Itariri para ajudar sua família. O grupo de pessoas que perderam suas casas (desabrigados) soma 34.163, enquanto que 42.929 moradores estão desalojados, porque há risco de desabamento onde residem. O número de feridos permanece em 358, ainda segundo dados da Sudec.

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A região atingida pelas chuvas vive um cenário de guerra. O Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, ficou isolado na segunda-feira. Com a BR-415 com trechos interditados, a prefeitura pediu ajuda da Marinha e embarcações foram usadas para fazer transporte de pacientes, profissionais de saúde e até de caixões com corpos de pessoas que morreram na unidade médica. Também ajudaram no transporte bombeiros da Paraíba.
Segundo o Comando do 2º Distrito Naval, houve dois pontos de bloqueio na estrada. Por conta disso, os militares da Capitania dos Portos de Ilhéus ajudaram no transporte e na logística para distribuição de mantimentos para quem estava ilhado no hospital. Na terça-feira, o acesso à unidade de saúde foi normalizada.

“A extensão da destruição é o que impressiona. Parece que houve uma guerra. As crateras, as barragens que foram levadas, as pontes, o dano à infraestrutura é enorme. Nossos técnicos estão avaliando os danos, mas ainda não temos esse dado concreto”, afirmou o governador Rui Costa.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na terça-feira, foram registradas dez interdições em rodovias nas regiões sul, extremo sul e sudoeste do estado. Os problemas ocorrem devido a deslizamentos, afundamento de pistas e desmoronamentos.

Como se não bastasse os problemas que as chuvas na Bahia têm provocado, o Corpo de Bombeiros fez um alerta, na terça-feira, para fortes enchentes nas cidades de Itambé, Canavieiras, Mascote e Cândido Sales. O motivo do aumento do fluxo da água é a abertura das comportas da barragem Machado Mineiro, no Rio Pardo, em Minas Gerais. A orientação dos bombeiros é que a população de áreas ribeirinhas deixe as casas que estiverem em zonas de risco.

No escuro e sem água

A situação crítica provocada pelas fortes chuvas tem prejudicado o fornecimento de luz e o abastecimento de água em muitas localidades do estado. Áreas que fazem parte dos municípios de Itabuna, Ilhéus, Dário Meira e Jitaúna, no sul baiano, tiveram o fornecimento de energia desligado por questões de segurança.

De acordo com a Coelba, técnicos da distribuidora estão realizando inspeções e monitorando o acúmulo de água para reativar o serviço quando for seguro. O superintendente técnico da companhia, André Araújo, explica que, apesar do desconforto, a medida é necessária: “Precisamos fazer o desligamento de energia das residências onde o nível da água está próximo ou acima do medidor. Isto é feito por questões de segurança, pois, quando submerso, o aparelho pode provocar um curto-circuito e vazar corrente para as pessoas que estão próximas”.

Até o acesso à água está prejudicado. Inundação de estação de captação e tratamento, danificação e rompimentos de tubulações, além de destruição de bombas que captam águas dos rios e entupimento de equipamentos, são alguns dos fatores que, segundo a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), dificultam a vida de moradores de cidade que sofreram com alagamentos.

Fonte – Correio da Bahia