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‘Cadê a prova?’, questiona Elinaldo durante discurso em defesa de vereadores de Camaçari

O prefeito de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM), saiu em defesa do grupo de vereadores da cidade que são alvo de denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sob acusação de associação criminosa e peculato (apropriação de recursos públicos). Vinte dos 21 parlamentares da Casa são investigados por aprovar, em 2017, uma lei que aumentava os próprios salários em R$ 2.578,45.

“Aqui todos os vereadores são meus amigos, inclusive os cinco da oposição. Acusações com base em suposições… Cadê as provas?”, questionou Elinaldo na manhã desta terça-feira (20), durante a abertura dos trabalhos na Câmara.

“O que está acontecendo em Camaçari não é bom para a cidade. Vocês lembram que eu passei por esse processo de acusações? Passei sete anos aqui nesta Casa, nunca levantaram nada contra mim. Quando eu comecei a me posicionar como candidato a prefeito, começou a se anunciar na cidade que eu iria ser preso. A cidade começou a repercutir que eu ia ficar preso. E eu convivia com aquilo”, reiterou o democrata, ressaltando já ter vivido a mesma experiência.

Diante de uma claque de apoiadores que lotou o plenário, Elinaldo adotou um discurso emotivo, no qual incluiu os próprios familiares.

“Por mais que eu tenha força de vontade, existe dona Ana, que é a minha mãe. Existe Elinaldo [o pai], que estava adoentado com essa notícia, entrou em depressão e eu o perdi. Existe a minha filha, existe a minha esposa. Até hoje está aí, nada aprovado. Mas e esse prejuízo?”, tornou a indagar, sendo aplaudido em seguida.

“A população foi quem me absolveu, porque me conhece desde pequeninho. Fico olhando as redes sociais… [Vejo] pessoas felizes com o que está acontecendo em Camaçari: atirando pedra sem conhecer as pessoas de perto. Aqui não tem nenhum rico. Eu sempre disse: que sempre ia ser eterno defensor dos vereadores, pois sei a dor que é ser vereador. Eu nunca fui ouvido”, disse o prefeito.

Embora presentes na sessão, nenhum dos 20 parlamentar quis falar com a reportagem do BNews. *Por Bocão News