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Atividade com figura de meninos com nomes de meninas em escola infantil gera polêmica

Por G1

Uma atividade aplicada em uma escola infantil no munic√≠pio de Brumado, no sudoeste da Bahia, provocou pol√™mica entre pais e professores ap√≥s reclama√ß√Ķes de que a unidade escolar estaria fazendo apologia √† “ideologia de g√™nero”.

A situa√ß√£o ocorreu na ter√ßa-feira (20), na Escola Municipal Santa Rita de C√°ssia. A atividade aplicada para os alunos do 2¬ļ ano do Ensino Fundamental I, que t√™m entre 7 e 8 anos, conta com figuras em sequ√™ncia de seis crian√ßas. A professora pede que os alunos indiquem a ordem de cada uma delas na imagem.

A polêmica se formou após a identificação de que as figuras que identificavam a fisionomia de meninas traziam nas legendas nomes de meninos. Em uma das imagens, uma gravura que trazia a fisionomia de um garoto tinha na legenda o nome de uma garota.

Em entrevista ao G1, a secretária municipal de Educação, Ednéia Ataíde, explicou que a fotografia da atividade foi compartilhada nas redes sociais pelo pai de um aluno que se sentiu incomodado. Ela explicou, entretanto, que mesmo antes do compartilhamento da imagem a unidade escolar já havia explicado que se tratou de um erro na impressão da atividade.

“Foi um erro de digita√ß√£o da professora. Chamamos a equipe escolar e a professora contou que na hora de colar as figuras [para impress√£o] acabou colando os nomes errados”.

A secret√°ria acrescentou que temas relacionados a discuss√Ķes de g√™nero n√£o fazem parte da Plano Municipal de Educa√ß√£o.

“N√£o tem nada que pro√≠ba que se discuta, mas o munic√≠pio n√£o aderiu a isso no plano de educa√ß√£o. Ent√£o, isso n√£o est√° sendo discutido”.

Por meio de nota, a Escola Municipal Santa Rita de C√°ssia tamb√©m comentou a pol√™mica e reiterou que houve um erro de digita√ß√£o. A unidade disse ainda que “n√£o √© a miss√£o da escola intervir e/ou formar opini√Ķes na mentalidade de crian√ßas que ainda n√£o t√™m maturidade para discernir uma tem√°tica t√£o pol√™mica”. [Veja nota completa no final da reportagem]

Nas redes sociais, o assunto repercutiu entre pessoas que s√£o contr√°rias e aquelas que defendem que assuntos relacionados √† discuss√£o sejam tratados na educa√ß√£o infantil. Em um dos posts, uma internauta disse que a escola tem que se preocupar em abordar outros temas. “A professora tinha era que ensinar o aluno a fazer o 5 direito”.

Em outro post, um internauta defende a discuss√£o do tema desde cedo. “Quest√Ķes atinentes ao g√™nero devem ser discutidas nas escolas sim! Assim como respeito, amor ao pr√≥ximo, aceita√ß√£o das diferen√ßas, enfim, todos os temas que contribuem para a forma√ß√£o do car√°ter do indiv√≠duo. Al√©m do mais, a escola √© formadora de opini√£o sim (ou pelo menos deveria ser) e o professor tem autonomia did√°tica (ou pelo menos deveria ter). Tor√ßo pelo dia em que formemos cidad√£os melhores, pra que essas crian√ßas n√£o pensem como seus pais daqui uns anos”.

Nota completa da Escola Municipal Santa Rita de C√°ssia

A Escola Municipal Santa Rita de C√°ssia vem, muito respeitosamente, apresentar as suas desculpas a toda a comunidade escolar, por ter inserido em uma das atividades do 2¬ļ ano do Ensino Fundamental I uma quest√£o na qual consta um erro de digita√ß√£o que provocou uma invers√£o da ordem das palavras.

A referida Unidade Escolar vem ainda salientar que, ao contr√°rio do que foi interpretado por alguns, em nenhum momento a parte pedag√≥gica da escola teve a inten√ß√£o de fazer apologia de g√™nero. Mesmo porque entendemos que essa n√£o √© a miss√£o da escola intervir e/ou formar opini√Ķes na mentalidade de crian√ßas que ainda n√£o t√™m maturidade para discernir uma tem√°tica t√£o pol√™mica. Ressaltamos que foi um erro de digita√ß√£o e qualquer pai, m√£e e/ou respons√°veis que quiser mais esclarecimentos, A ESCOLA estar√° de portas abertas para o atendimento.

Salientamos ainda que todo contexto de trabalho est√° pass√≠vel de erros n√£o intencionais, pois acima de tudo, somos humanos. Todavia, orientamos que o DI√ĀLOGO √© a mais perfeita forma de solucionar reais ou os supostos equ√≠vocos e ainda aprendermos com os mesmos.

Por fim reafirmamos que a condenação apriorística sem antes entender os fatos torna-se um erro infinitamente maior.