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Após ofensas de Camargo a Moïse, presidente da Comunidade Congolesa no Brasil reage

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As declarações do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, provocaram a indignação do parente do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, assassinado brutalmente em um quiosque no Rio, e o presidente do grupo Comunidade Congolesa no Brasil. Camargo disse que o crime não foi motivado por racismo e ainda atacou a índole da vítima, afirmando que ele “andava e negociava com pessoas que não prestam” e que “foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes”.

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“Ele disse que o Moïse era vagabundo. Ele conhecia o Moïse? Só vagabundo conhece vagabundo. E ele é o maior vagabundo de todos. Não merece estar onde está. Ele não está representando ninguém”, disse o primo de Moïse, Yannick Iluanga Kamanda ao jornal o Globo. “Essas falas não mexeram apenas com a nossa família, mas com todo o movimento negro, com a comunidade do Congo no Brasil e com todos os africanos e imigrantes refugiados que vivem aqui”, completou.

O presidente do grupo Comunidade Congolesa no Brasil, Fernando Mupapa, diz que Camargo precisa aprender a ser gente e pede exoneração dele do cargo.

“Ele é um parasita que se diz negro. Não é um ser humano. Se fosse, deveria ter um pingo de respeito e dignidade para falar assim sobre uma pessoa que foi brutalmente assassinada”, disse Mupap. “A morte do Moïse causou dores na família e no mundo inteiro, independentemente da raça, todos rechaçaram esse crime”, complementtou.

Para ele, é uma vergonha ter Camargo à frente da Fundação Palmares. “Tem que expulsar esse parasita do cargo que está ocupando. Em nome da Comunidade Congolesa no Brasil, repudio essa pessoa e peço a destituição dele desse cargo. Ele é um parasita no meio dos negros. Ele é uma vergonha. É como se fosse o negro que o colonizador usava para maltratar outros negros e, por isso, se achava melhor que os outros.