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Amazon, Alibaba e Mercado Livre podem disputar compra dos Correios

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Os funcionários dos Correios continuam em greve para garantir direitos, ao passo que o presidente Jair Bolsonaro segue no processo de privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A estatal pode ser vendida a nomes de peso do segmento, como Amazon, Alibaba – grupo dono do AliExpress – e Mercado Livre.

Vale lembrar que os Correios desempenham um papel central no que diz respeito à logística do Brasil e, agora, mais do que nunca, para o e-commerce, já que o setor viu suas vendas aumentarem em meio à pandemia do coronavírus, contexto que também impossibilitou outros tipos de entregas – como as retiradas em lojas físicas – por conta do isolamento social.

“Por parte das empresas que estão tanto no mercado de entregas, a UPS dos Estados Unidos já manifestou interesse, quanto para as empresas que são gigantes do comércio eletrônico, como é o caso da Amazon, que domina o mercado, e a Alibaba, que é a principal empresa de comércio eletrônico na China”, analisou Jonas Valente, doutor em Sociologia da Tecnologia, pesquisador e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB).

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Alibaba e Amazon. Imagem: BigTunaOnline/Shutterstock

A união entre a Amazon e o Alibaba para a compra dos Correios é um movimento especulado há algum tempo. No entanto, o portal especializado E-Commerce Brasil sugeriu que o Mercado Livre, fundado na Argentina, também já cogitou comprar a estatal.

Visto que o e-commerce brasileiro é dominado pelo Mercado Livre, Magazine Luiza, Via Varejo – responsável pelas redes de lojas Casas Bahia e Pontofrio – e B2W, fusão entre Americanas e Submarino, de acordo com Valente, “todas essas empresas brasileiras estariam em risco caso uma gigante norte-americana ou chinesa viesse competir vendendo os mesmos produtos”.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), revelou que os dados dos Correios mostraram que, no ano passado, 52% da receita da estatal foi fruto da entrega de encomendas, enquanto os 48% restantes correspondem ao monopólio postal de envio de cartas.

Via: Brasil de Fato