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Titã Paulo Miklos estreia filme baseado em novela infantil

Quer saber o que Cirilo, Maria Joaquina, Valeria e seus amigos estão fazendo nas férias? Então, corra pros cinemas, a partir de quinta-feira, quando as crianças da Escola Mundial chegam às telonas em Carrossel – o Filme, com as novas aventuras da turma que estrela a novela infantil do SBT, atualmente em reprise.

Dessa vez, a criançada parte para o acampamento Panapaná, onde planeja curtir os dias longe da escola, participando de uma gincana, tomando banho de rio e fazendo refeições em torno de fogueiras.

Mas os planos dos meninos são interrompidos quando o lugar onde passam as férias é sabotado pelo vilão Gonzales, interpretado por Paulo Miklos, músico do Titãs que já revelou talento como ator em filmes como O Invasor (2002) e É Proibido Fumar (2009).

Miklos agora mostra ter “timing” para a comédia e se sai muito bem como o divertido vilão. Seu companheiro Gonzalito é vivido por Oscar Filho, ex-repórter do CQC (Band), que faz um auxiliar atrapalhado que não consegue executar os planos de sabotagem elaborados pelo chefe.

Os intérpretes dos personagens no cinema são os mesmos da TV. Além das crianças, estão no cinema dois adultos já conhecidos: a chata diretora Olívia (Noemi Gerbelli), que no filme nem está tão chata assim, e Graça (Marcia de Oliveira), a faxineira da Escola Mundial. As duas têm a missão de tomar conta da meninada durante as  férias.

Quem também aparece no filme é o veterano Orival Pessini, conhecido por criar e interpretar personagens mascarados como o Fofão, do Balão Mágico, e Patropi, da Escolinha do Professor Raimundo.

Pessini é o senhor Campos,  dono do acampamento Panapaná e maior vítima de Gonzales, que quer tomar posse daquela imensa área verde para construir ali uma indústria muito poluente.

PASTELÃO
A história inevitavelmente escorrega no maniqueísmo ingênuo, mas, ainda assim, deve agradar à garotada, principalmente por algumas cenas de humor pastelão que, em alguns momentos, fazem lembrar os Trapalhões.

A associação com os filmes do antigo quarteto faz sentido, já que um dos diretores de Carrossel – o Filme, Alexandre Boury, foi responsável também por algumas produções de Renato Aragão, como Didi Quer Ser Criança (2004). “Isso me deu uma experiência muito grande em dirigir comédias e me ajudou a saber se a piada está na ação ou no texto”, revela Bury, que também tem experiência em novelas como A Próxima Vítima.

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Maurício Eça, diretor de videoclipes de Pitty, Marcelo D2 e o Rappa, entre outros, divide a direção com Bury. “Carrossel é um filme que tem um pouco de tudo: romance, aventura, cenas de ação, drama, comédia e, claro, várias cenas musicais”, diz Eça.

A atriz Stefany Vaz, 11, que interpreta Carmen no cinema e na TV, diz que teve aulas especiais para se adaptar às técnicas para a telona: “Foi minha estreia no cinema e eu estava acostumada à televisão. Então, tive que aprender a atuar de uma nova maneira, porque a tela do cinema é muito grande, então às vezes tinha que ser mais discreta nas expressões”. Estefany esteve em Salvador para a pré-estreia do filme no Shopping Barra, a que o CORREIO compareceu.

GALÃ
Lucas Santos, o Paulo de Carrossel, também esteve na cidade e mostrou que tem potencial para ser galã. Aos 14 anos, o rapaz ouviu muitos gritinhos das meninas, que fizeram fila para tirar foto com ele. Empolgado com a carreira artística, está se enveredando agora pela música, com um álbum previsto para sair neste semestre.

Lucas lembrou como foram as filmagens numa floresta na Zona Sul de São Paulo, durante três meses: “Nos divertimos muito e o elenco passou praticamente todas as férias junto. A gente ficou num hotel muito legal, longe da tecnologia, brincando e jogando truco”.

Despretensioso, o filme cumpre bem o papel de divertir a criançada, com os ingredientes de uma receita infalível: músicas adocicadas, ceninhas de ciúme pré-adolescente e alguns flagrantes de traquinagem.

Mas os melhores momentos ficam mesmo por conta de Paulo Miklos, com o seu Gonzales. Muito expressivo, o Titã, assim como Oscar Filho, opta por uma atuação bem caricatural, que lembra os vilões de desenhos animados, explorando careta e sua voz grave.

Mas o estereótipo é bem adequado ao tom do filme. “Eu tenho assistido a muitos desenhos e filmes infantis junto com crianças. E isso  é uma coisa recente, então esses personagens estavam frescos na memória”, revela Miklos.

*Correio da Bahia